Redação

Ex-funcionário de político mineiro conhecia rotas sem fiscalização no Pantanal

Além da prisão de três pilotos e a apreensão de um helicóptero suspeito de ser usado no tráfico internacional de cocaína, na quarta-feira (25), em Arujá (SP), a Polícia Civil de São Paulo acredita ter desmantelado esquema em que os profissionais ensinavam rotas da fronteira do Pantanal com a Bolívia fora do controle das autoridades a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que controla a entrada de drogas e armas nos limites de Mato Grosso do Sul.

A aeronave era monitorada desde janeiro e, segundo a polícia, nos últimos quatro dias tinha 56 horas de viagem não registradas em bordo ou comunicadas à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). "Não havia plano de voo, típico de facções criminosas que transportam drogas da Bolívia para São Paulo", disse Aldo Galiano Júnior, delegado seccional de São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, e que comandou a operação, ao Portal Correio do Estado.

Entre os pilotos presos está Rogério Almeida Antunes, detido em 2013 pela Polícia Federal em Espírito Santo transportando 450 quilos de cocaína em helicóptero da empresa Limeira Agropecuária, do então deputado estadual mineiro Gustavo Perrella (SD), hoje diretor da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O inquérito do caso concluiu que ele não tinha envolvimento com a droga.

Antunes respondia o caso em liberdade e desde janeiro, no início das investigações, seu nome aparece vinculado ao tráfico aéreo de drogas na fronteira. Júnior aponta que foi detectado não só que o próprio piloto e os comparsas buscavam cocaína e utilizavam bases montadas em Corumbá, Ladário e cidades de Mato Grosso, mas também ofereciam ensinamentos sobre rotas para integrantes da facção criminosas cumprissem prazos e pedidos quando não estavam disponíveis para voar.

"É um 'know how' para o mal", disse o delegado paulista. "Com a ajuda da Polícia Federal e autoridades bolivianas, descobrimos que eles tinham muita penetração e respeito na facção por conta do conhecimento das pistas e hangares clandestinos naquela região."

Apesar do helicóptero apreendido ser todo adaptado para o transporte de drogas, com outros bancos senão o do piloto removidos, o grupo de pilotos realizava outros serviços. Felipe Ramos Moraes, piloto que é integrante do PCC e é apontado pela polícia como integranrte do grupo que matou dois líderes da quadrilha, em fevereiro, no Ceará, faz o transporte de lideranças para Puerto Suarez, na Bolívia, cidade usada como base para carregamentos das aeronaves com cocaína. Ele continua foragido.

"Moraes é quem controla o tráfico aéreo para a facção, determina a entrada de novos contratados, ministra cursos de como ecitar autoridades e compra as aeronaves. Ele usou o helicóptero que aprendemos pelo menos duas para ir à Bolívia neste ano. E era comum ele ser visto em cidades como Ladário e Corumbá antes da morte dos líderes, quando seu nome ainda não atrelado ao da quadrilha", disse Júnior.

A necessidade de recorrer a mão de obra especializada e abrir rotas na Bolívia cresceu para o PCC depois que o FBI (polícia federal dos EUA) e a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai aumentaram o controle de voos não identificados em operações realizadas durante todo o ano passado para coibir o tráfico aérteo no país. Mais de 32 pistas e hangares clandestinos foram desmantelados em sete meses de atuação em Ponta Porã, Bela Vista e seus limites fronteiriços.

Além disso, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia Especializada de Repressão do Crime Organizado, desencandeou a Operação Icarus, que desde 2015 prendeu pilotos e traficantes acusados de adulterarem aeronaves furtadas e roubadas para que aguentassem viagens longas sem necessidade de abastecimento, chamando menos a atenção das autoridades.

"Foi um trabalho primoroso (a Operação Icarus), pois de uma só tacada toda a mão de obra criminosa precisou ser renovada e ter outro planejamento. As lideranças foram para a Bolívia e dificultou a contratação de mão de obra local (de Mato Grosso do Sul), obrigando a facção a pagar mais para pilotos e técnicos de outros locais", disse Júnior.

SEQUESTRO

No início de março, a figura de Moraes ganhou mais notoriedade no crime após o Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo atrelar, no início de março, o nome dele com o de uma notória figura do crime organizado em Mato Grosso do Sul: Gerson Palermo, conhecido nacionalmente por sequestrar um Boeing-737-200 da Vasp, que fazia a rota Foz do Iguaçu (PR) a São Luís (MA), em 16 de agosto de 2000.

Ex-piloto de avião que acumula passagens pela polícia desde 1991, quando foi preso em Campinas (SP) transportando drogas, Palermo liderou o PCC na Capital e foi preso em março de 2017 pela Polícia Federal na Operação All In, que desmantelou parte do tráfico internacional de drogas em Corumbá e teve 18 presos ao todo.

Em 2005, cumprindo sua pena por 30 anos pelo caso do avião no presídio da Gameleira, na Capital, Palermo iniciou uma série de rebeliões no local, uma delas no dia das mães, onde cerca de sete desafetos foram executados com requintes de crueldade.

Na avaliação dos promotores, Moraes substituiu Palermo e o responsabilizou para substituir funcionários e reconstruir pistas de pouso e hangares. Desta vez, toda a estrutura foi sediada na Bolívia, em tentativa da facção evitar perdas como as registradas na operação dos federais.

Fonte: Correio do Estado

Um homem também foi preso em flagrante com um celular da vítima

 

Uma mulher de 23 anos e outra de 26 foram presas na madrugada de terça-feira (24) e confessaram o assassinato de Lourenço Donizeth de Paula, de 49 anos, ocorrido no final de semana, em Paranaíba.

De acordo com a reportagem, elas roubaram e mataram o homem com seis golpes de facão no peito , pescoço e costas. A arma possui lâmina de 57 centímetros. Uma faca menor também foi usada no crime.

Peritos da Polícia Civil encontraram um cartão de crédito em nome de uma das suspeitas, na casa da vítima, e descobriram, com vizinhos, que elas sempre frequentavam a casa onde o homem foi morto.

A Polícia Civil localizou as suspeitas em um bar, onde elas confessaram o crime. O desentendimento seria por conta de uma dívida de R$ 7.

Além delas, um homem de 28 anos foi preso em flagrante com um celular da vítima, acusado de receptação.

O delegado titular do caso, Igor Mendes Ferreira de Faria, não deu maiores detalhes do caso, que está em investigação.

Fonte: Top midia news

Integrantes de movimentos sociais a favor da reforma agrária, entre eles o MST (Movimento Sem-Terra), fecharam o cruzamento da avenida Mato Grosso com a rua 25 de Dezembro no fim da tarde desta quarta-feira (25), em Campo Grande, exatamente no horário de pico para quem pretende voltar para casa.

Cerca de 300 pessoas protestam pelo fim do processo de compra de uma área localizada em Dois Irmãos do Buriti – a 83 km de Campo Grande. Segundo eles, falta somente o pagamento da área. Os integrantes do movimento aguardam o desfecho de uma reunião que estaria acontecendo em Brasília entre seus representantes, do Ministério da Agricultura e também do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

Eles dizem que o proprietário da Fazenda Corrente estaria avaliando a possibilidade de vender a área ao governo. O processo já dura nove meses.

O cruzamento ficou fechado durante 40 minutos. A Guarda Municipal foi acionada e conseguiu negociar com os manifestantes. O protesto continuou somente na rua 25 de Dezembro, liberando o tráfego para quem estava na Mato Grosso.


Os manifestantes estão no prédio do Incra, na 25 de Dezembro. O líder do MST, José Roberto dos Santos, diz que não houve ocupação do prédio, mas utilizam o espaço durante à noite para dormir. “Os servidores estão trabalhando normalmente”, diz ele.

Posteriormente, os manifestantes deixaram a rua e ocuparam apenas a frente do prédio, deixando o trânsito fluir normalmente. Eles não descartam novos fechamentos do tráfego.

Outra demanda dos movimentos sociais são os pedidos de recursos para vistoria de outras áreas que possam ser destinadas para a reforma agrária.

Recentemente, os movimentos sociais bloquearam rodovias de Mato Grosso do Sul em protestos contra a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foram bloqueados trechos da BR-262, BR-163 e BR-267. De acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), cerca de 2 mil condutores foram afetados pelos protestos. No protesto de hoje, os manifestantes também levaram faixas de apoio ao ex-presidente Lula.

Fonte: Buriti News

Parlamentares estão obstruindo andamento de trabalhos na Casa em protesto pelo ex-presidente

Sem conseguir votar matérias importantes para o governo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ameaçou descontar o salário dos deputados da oposição que estão em obstrução e tentam impedir o andamento dos trabalhos na Casa desde a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 7.

Maia abriu a sessão da Câmara na noite desta quarta-feira, 25, anunciando que todas as votações terão efeito administrativo e que poderá rever sua decisão sobre a validade da presença no plenário dos deputados de partidos que estão em obstrução.

"Eu sou muito da conciliação e do diálogo, mas se a oposição tem o direito de obstruir, vou reavaliar a questão de ordem sobre a presença no plenário", disse Maia.

O presidente da Câmara também afirmou que a decisão da oposição está impedindo a Casa de "cumprir o seu papel constitucional de legislar". "A minha flexibilidade tem limite, e o limite é o respeito a essa instituição", disse.

A posição de Maia causou reação no plenário. O deputado Silvio Costa (Avante-PE) afirmou que a oposição vai ficar em obstrução até Lula ser solto.

A deputada petista Érica Kokay (DF) também criticou a postura do presidente da Câmara. "Nós não cedemos à chantagem, quem faz chantagem dá uma demonstração de profunda fraqueza, porque não consegue conduzir um governo que está aos frangalhos."

O argumento dos deputados em obstrução, liderados pelo PT, é que o País passa por uma crise política e institucional desde a prisão do ex-presidente, e a pauta do Congresso não pode seguir normalmente, como se nada estivesse acontecendo.

A obstrução é um recurso previsto no regimento da Câmara utilizado por parlamentares em determinadas ocasiões para impedir o prosseguimento dos trabalhos. O líder anuncia que o partido vai adotar a medida, o que faz com que a presença dos deputados da bancada deixe de ser computada, o que dificulta o alcance do quórum para as votações.

Apesar das dificuldades, o objetivo de Maia é votar ainda nesta quarta-feira algumas medidas provisórias enviadas pelo governo e o projeto que altera o cadastro positivo, considerado uma das principais bandeiras do Banco Central na área de crédito.

Fonte: Noticias ao Minuto

A 2ª Vara Criminal de Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro, revogou nesta quarta-feira (25) a prisão preventiva de 137 das 159 pessoas que haviam sido detidas em uma festa de milicianos durante operação da Polícia Civil, em 7 de abril.

A Justiça aceitou parecer do Ministério Público e da Defensoria Pública do estado, que afirmam que a maioria dos detidos na operação não era alvo de qualquer investigação e não possuía antecedentes criminais.

No dia 7, foram presas preventivamente 159 pessoas que estavam em um show de pagode que, segundo a polícia, havia sido organizado pela maior milícia do Rio, a Liga da Justiça. Na audiência de custódia, o Ministério Público havia apresentado ficha criminal de apenas 11 dos 159 detidos.

O subdefensor geral Rodrigo Pacheco classificou as prisões como "indevidas", pois a maior parte dos detidos estaria no local apenas como participante da festa, sem ligação direta com a milícia. "A gente vai prosseguir no atendimento das famílias das pessoas que foram processadas, inclusive para exigir do estado a devida compensação por terem passado 14 dias ilegalmente, indevidamente na prisão", afirmou Pacheco.

"O texto do pedido de liberdade deixa claro, no entanto, que não há nenhuma ilegalidade na ação policial, tampouco na decisão da Justiça que determinou a prisão dos 159 participantes da festa", afirmou o MP em nota.

A decisão é do juiz Eduardo Marques Hablitschek. Na última quinta-feira (19), o mesmo magistrado já havia garantido liberdade ao artista de circo Pablo Dias Bessa Martins.

"A Polícia Civil trabalhou dentro da legalidade" afirmou o delegado Rivaldo Barbosa, chefe da Polícia Civil. "Naquele momento [da detenção], existiam indícios suficientes para a prisão em flagrante, continuaremos a investigar. O trabalho da Polícia Judiciária foi respaldado pelo Ministério Público quando diz que os fatos justificavam a prisão em flagrante."

A festa ocorria em um sítio em Santa Cruz, bairro da zona oeste carioca, região marcada pela atuação de grupos paramilitares. Durante a ação policial, houve troca de tiros. Foram apreendidos fuzis e projéteis de grosso calibre, além de pistolas, revólveres, coletes balísticos, entre outros equipamentos.

Na decisão de hoje, Hablitschek determinou que todo o armamento e munição utilizados pela Liga da Justiça sejam entregues para uso da Polícia Civil. "Se a nossa sociedade ainda tem que conviver com o uso de fuzis dentro das cidades, que o seja por parte de quem defende seus cidadãos."

Fonte: Uol

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