Redação

CRM-MG e Polícia Civil investigam o caso e paciente vai processar hospital

A morte de um bebê que teve a cabeça arrancada durante o seu nascimento está sendo investigada pelo Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais e pela Polícia Civil. O caso chocou a população da cidade de Tupaciguara, no Triângulo Mineiro, em outubro, mas somente nesta quinta (16) o CRM-MG tomou conhecimento do ocorrido.

A dona de casa Tânia Borges Vieira Silva, de 41 anos, passou pela dor que nenhuma mãe imagina passar: sua filha morreu durante o parto. E, pior, teve a cabeça arrancada com a força que a equipe médica precisou fazer. Segundo Tânia, os médicos puxaram a filha muito forte pelos pés. "Logo que ela nasceu, um dos médicos correu com ela para outra sala e me colocaram em outra maca porque eu estava perdendo muito sangue".

Antes do fatídico acontecimento, Tânia, se sentiu mal e foi encaminhada três vezes da Policlínica de Tupaciguara para a Santa Casa de Misericórdia de Araguari. A primeira vez, no dia 24 de outubro, ela foi avaliada e ouviu dos médicos que estava tudo bem e que poderia voltar para casa.

No dia seguinte, a mesma coisa: ela foi novamente à mesma unidade de saúde e novamente foi avaliada e mandada de volta para casa, que fica distante cerca de 60 quilômetros. A última vez foi no dia 28, quando já dentro da ambulância ela foi informada da complicação. "A enfermeira falou para o motorista da ambulância ir rápido que a minha bebê ia nascer, mas estava sentada e que isso ia dificultar o parto".

Quando chegou na Santa Casa ela foi direto para a sala de parto e a forma como os médicos a trataram foi o começo do martírio. "Fizeram muita força e me machucaram demais". Tânia precisou ficar dois dias na UTI por causa da hemorragia e foi o marido quem deu a notícia da morte da bebê. "Ninguém me falou nada hora nenhuma. O médico entrou na UTI que eu estava com a mão na cabeça e quando eu perguntei se minha filha estava bem ele, só disse que não e saiu em seguida".

Natimorto no atestado de óbito

Outro ponto que causou indignação na família foi a causa da morte no atestado de óbito. A informação prestada pelo hospital ao IML e que consta no documento era de que Rebeca, como se chamaria a criança, teria nascido morta. "Minha filha não nasceu morta. Eles mataram minha filha".

A Santa Casa de Misericórdia de Araguari foi procurada pela reportagem, mas ninguém da assessoria de comunicação foi encontrado.

A assessoria de comunicação do CRM informou, por meio de nota, que abriu uma sindicância para apurar o fato. As penas disciplinares aplicadas aos profissionais pelo CRM estão previstas no artigo 22 da Lei 3.268/57 e vão de advertência confidencial em aviso reservado, censura confidencial em aviso reservado, censura pública em publicação oficial, suspensão do exercício profissional até 30 (trinta) dias e a cassação do exercício profissional, ad referendum do Conselho Federal.

Já no âmbito da Justiça os profissionais, podem responder por crime doloso, que é quando o agente causador assume o risco do ato praticado.

A bebê Rebeca foi enterrada no dia 30 de outubro.

Denúncias de erro médico

Ainda sobre o caso, o CRM explicou que todos os casos envolvendo supostos erros médicos devem ser denunciados ao conselho por escrito com o relato detalhado dos fatos e identificação completa dos envolvidos. As denúncias precisam, ainda, ser assinadas e documentadas e denúncias anônimas ou apócrifas não são aceitas. Os documentos podem ser entregues na sede do CRM-MG em Belo Horizonte, nas regionais ou para o email O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo..

Fonte: Terra

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 20 mil maços de cigarros contrabandeados do Paraguai, na tarde de quinta-feira (16), no quilômetro 530 da BR-163, em Jaraguari. Um homem de 23 anos foi preso em flagrante por contrabando.


De acordo com a PRF, os cigarros eram transportados em meio a carga de mudança, em um caminhão VW/24.250 com placas de Campo Grande. O condutor declarou ter pego o veículo carregado em Campo Grande, levaria até Cassilândia, e lá receberia pelo transporte.


Foram encontrados 400 caixas de cigarros que somaram 20 mil maços do ilícito.


O motorista, os cigarros e o caminhão-baú foram encaminhados à Polícia Federal de Campo Grande.

Fonte: Idest

Uma Ferrari pilotada pelo alemão Michael Schumacher na Fórmula 1 foi arrematada nesta quinta-feira (16) por US$ 7,5 milhões, em um leilão realizado pela Casa Sotheby's em Nova York.

Em seu leilão de arte contemporânea, a Sotheby's inovou ao apresentar a Ferrari na qual Schumacher ganhou o Grande Prêmio de Mônaco em 2001.
O valor obtido pelo carro de Schumacher, sete vezes campeão mundial de F-1 e gravemente ferido em um acidente de esqui em 2013, superou amplamente a estimativa inicial de entre US$ 4 e US$ 5 milhões.

"Isto não é uma obra de arte (...), mas todos nós crescemos entre automóveis, sonhamos com automóveis e penso que não faz mal fazer uma pequena concessão neste leilão", disse o responsável da Sotheby's Grégoire Billault.

O nome do comprador não foi revelado.

Acidente

O piloto alemão, que havia se aposentado definitivamente das pistas ao fim de 2012, acidentou-se enquanto esquiava com a família em Méribel, nos Alpes franceses, em 29 de dezembro de 2013. Ele estava fora da rota delimitada e o inquérito sobre o acidente indica que tropeçou em uma pedra escondida sobre a neve, batendo sua cabeça em outra, o que fez com que seu capacete rachasse.

Não se sabe a velocidade em que Schumacher, um esquiador com experiência reconhecida, estava no momento da queda.

Após semanas em coma, e meses internado, o alemão saiu do hospital e é mantido em sua casa, na Suíça, sob os cuidados da família, que não permite a divulgação de fotos nem de novas informações sobre seu estado de saúde.

 

Menino mora em bairro de famílias de baixa renda

A Secretaria de Educação do Distrito Federal apura o caso de um menino de oito anos de idade que teria desmaiado em uma escola do Cruzeiro, região administrativa do Distrito Federal, na segunda-feira, 13, ao ficar um longo período sem comer. Segundo uma funcionária da Escola Classe 8, onde o episódio ocorreu, a família do garoto já é acompanhada pelo Conselho Tutelar há alguns anos.

Os detalhes e as razões do auxílio à família são sigilosos, mas a principal causa é a vulnerabilidade social, de acordo com uma servidora do Conselho Tutelar da região do Complexo Habitacional Paranoá Parque, onde a criança mora. Os apartamentos foram construídos pelo Governo do Distrito Federal para abrigar pessoas de baixa renda.

Segundo a funcionária, o local tem muitas famílias com grande número de filhos. Com a chegada desses moradores, a população da região cresceu rapidamente e ficou sem a assistência necessária, como escolas e postos de saúde suficientes. A Escola Classe 8, onde o menino estuda, fica a cerca de 39 quilômetros de sua casa. Assim como ele, outras 200 crianças do Complexo Habitacional Paranoá fazem o mesmo trajeto para estudar em outras duas escolas de Cruzeiro. As matrículas só foram conseguidas após pressão dos moradores.

“Cerca de duzentas crianças são distribuídas em duas escolas de Cruzeiro, porque no Paranoá não tem escola suficiente. Há uma fila de pendências a serem atendidas, são pessoas muito pobres, muitas vão à escola em busca da merenda. As crianças saem muito cedo de casa, às 9h30 e tomam só um café da manhã fraquinho, que é o que eles têm em suas casas, e depois só voltam a comer às 15h30”.

A escola que foi prometida aos moradores ainda não saiu do papel. Há apenas duas creches no local e salas de aula improvisadas em um galpão. “Temos aproximadamente duzentas crianças em uma escola que funciona em um galpão, mas não sabemos até quando, porque o proprietário já pediu o imóvel.”

Em nota, a Secretaria de Comunicação do Governo do Distrito Federal informou que a criança foi atendida pelo Samu e que, segundo relato do técnico em enfermagem, “a criança estava ‘molinha’ quando a equipe chegou”, mas que, “ao examiná-la, o técnico não verificou nenhum problema”.

Ainda de acordo com o governo, a escola ofertou um alimento e, após comer, a criança sentiu-se melhor. “Durante o atendimento no local, a criança não sofreu qualquer desmaio”, diz a nota da secretaria. Segundo a pasta, a diretora da escola afirmou à Diretoria Regional de Ensino que o aluno já chegou à escola passando mal e que, enquanto ela acompanhou o menino, ele não desmaiou.

Preocupante

Para a Diretora do Sindicato dos Professores do Distrito Federal e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Rosilene Corrêa, o desmaio do aluno é preocupante porque “vai além dos portões da escola” e “se agrava com o fato de muitos destes alunos serem transportados de uma cidade a outra para terem acesso à escola”.

Para Corrêa, o sistema educacional do país é falho e não garante a qualidade de merenda escolar aos alunos. “Houve redução nos valores destinados à merenda e muitas crianças vão à escola na expectativa de chegar a hora do lanche. Em idade nenhuma é recomendável ficar cinco horas só com biscoito e suco, principalmente para uma criança que está em fase de desenvolvimento e em processo de aprendizado, fatores que exigem dela uma concentração e um grande consumo de sua capacidade intelectual.”

Segundo Corrêa, as más condições oferecidas durante a fase escolar da criança podem ter consequências severas. “Isto compromete o aspecto pedagógico da criança e ela acaba condenada a ter problemas em seu crescimento intelectual e físico”, conclui.

Veja a íntegra da nota do governo do Distrito Federal:

A criança foi atendida por uma equipe do Samu formada por um técnico em enfermagem e o motorista. Segundo relato do técnico em enfermagem, a criança estava “molinha” quando a equipe chegou. Ao examiná-la, o técnico não verificou nenhum problema. A criança, no entanto, relatou durante o atendimento que não vinha comendo bem desde domingo. A escola ofertou, então, um alimento e, após comer, a criança sentiu-se melhor. Durante o atendimento no local, a criança não sofreu qualquer desmaio. Após o atendimento, o pai foi chamado e levou o menino para casa. Na sequência, a escola acionou o Conselho Tutelar para verificar a situação da família.

A diretora da escola afirmou à Regional de Ensino que o aluno já chegou à escola passando mal e, enquanto ela acompanhou a criança, ele não desmaiou. A diretora também relatou à Regional que o aluno saiu de casa após às 12h.

Os ônibus que transportam os alunos do Paranoá ao Cruzeiro são contratados pela Secretaria de Educação. São duas linhas especiais que realizam este atendimento. A que atende a escola em questão sai do Paranoá às 12h20 e retorna do Cruzeiro às 18h.

A família recebe o Bolsa Família (R$ 520) e o DF Sem Miséria (R$ 400), de acordo com relato do Conselho Tutelar.

Fonte: Veja

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