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Brasil (60)

Presidente recua após críticas e pressão contra decisão de retirar status de reserva mineral de área de 46.450 km² entre Amapá e Pará

Após críticas e protestos, o governo do presidente Michel Temer (PMDB) recuou e decidiu revogar o decreto que extinguia a Reserva Nacional de Cobre e seus Associados, a Renca, uma área de 46.450 quilômetros quadrados entre os estados do Amapá e Pará, e que permitia às mineradoras a exploração de 21% do território. A medida será publicada na edição de amanhã do Diário Oficial da União.

No início da noite, o Ministério das Minas e Energia (MME), comandado pelo ministro Fernando Bezerra Filho, divulgou uma nota em que confirma a revogação. “Com essa decisão, o governo restabelece as condições da área, conforme o documento que instituiu a reserva em 1984. O MME esclarece que as razões que levaram a propor a adoção do Decreto com a extinção da reserva permanecem presentes. O país necessita crescer e gerar empregos, atrair investimentos para o setor mineral, inclusive para explorar o potencial econômico da região”, diz o comunicado da pasta. “O debate em torno do assunto deve ser retomado em outra oportunidade mais à frente e deve ser ampliado para um número maior de pessoas, da forma mais democrática possível”, completa.

A área foi criada em 1984, durante o regime militar, e havia perdido o status de reserva mineral no dia 22 de agosto, por meio do decreto assinado por Temer. Até então, apenas o governo, por intermédio da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), podia pesquisar e explorar minerais na região, que possui, além de cobre, reservas de ouro e ferro.

O território da Renca compreende três unidades de conservação de proteção integral, quatro reservas de desenvolvimento sustentável e dois territórios indígenas demarcados. Além de índios, extrativistas e ambientalistas, artistas como a modelo Gisele Bündchen e o ator Leonardo Di Caprio protestaram contra a extinção da reserva mineral, que ganhou repercussão na imprensa internacional.

O decreto, elaborado pelo Ministério de Minas e Energia, não envolveu prévia consulta pública. Em 20 de junho, um parecer técnico do Ministério do Meio Ambiente, preparado para balizar a decisão da Presidência, manifestou-se contrário à extinção da Renca. “Concordo que poderia haver maior discussão. Mas o pessoal do ministério (de Minas e Energia) não acreditava que a interpretação da sociedade poderia ser tão polêmica. A partir desse momento, fiquei preocupado, porque a sinalização poderia ser de que estava tudo liberado”, disse a VEJA o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, à época da edição do decreto.

Fonte: Veja

Aparelhos alimentam uma verdadeira rede criminosa

 

A Polícia Federal e a Receita Federal decidiram intensificar a repressão ao comércio e à operação ilegal de receptores de TV via satélite – a “sky gato”, atividade que tem fomentado obtenção irregular de acessos a sinais televisivos pagos de norte a sul do País. Uma manobra que milhares de pessoas fazem para conseguir sinal digital de TV a cabo com diversos canais, sem pagar mensalidade.

Para essa prática, torna-se necessário apenas comprar um aparelho, o qual tem como objetivo captar clandestinamente o sinal da televisão por assinatura. Há, também, técnicos que instalam antenas mediante pagamento de anuidades, com furto de sinal.

Ontem, a Polícia Federal e a Receita realizaram a Operação Satelles, com o objetivo de reprimir o comércio e a operação dos receptores.

Mais de 70 policiais federais, além de servidores da Receita e fiscais da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) envolveram-se na operação, executada a partir de Porto Alegre.

Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária e cinco conduções coercitivas, além de dez mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 7ª Vara Federal da cidade gaúcha.

A ação policial também deve ser estendida brevemente às fronteiras com o Paraguai por Mato Grosso do Sul, por onde os receptores têm circulado com facilidade após compras no país vizinho.

Há menos de um mês, policiais do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreenderam um VW Fox com placa de São Gabriel do Oeste transportando 33 aparelhos receptores adquiridos no Paraguai.

A apreensão ocorreu durante bloqueio para fiscalização em Maracaju. Os produtos eletrônicos, em poder de homem de 24 anos, estavam escondidos em fundo falso no veículo.

Fonte: Correio do Estado

A gestão da nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, decidiu dar um prazo de 30 dias para a saída da atual equipe da Lava Jato na PGR, nomeada por seu antecessor e adversário Rodrigo Janot.

A revista Época teve acesso à minuta da portaria a ser publicada por Dodge após sua posse, nesta segunda-feira, dia 18 de setembro. A nova procuradora-geral vai estabelecer que os principais nomes da atual equipe formem um GT (Gabinete de Transição), com duração de 30 dias, para passar as informações à nova equipe. Neste grupo temporário estarão o atual coordenador do GT, o promotor Sérgio Bruno, o promotor Wilton Queiroz e os procuradores Fernando Alencar, Melina Montoya e Rodrigo Telles.

A portaria causou desconforto no atual GT da Lava Jato, porque alguns investigadores negociavam a permanência. Raquel Dodge havia anunciado publicamente que todos os integrantes da equipe de Janot estavam convidados a permanecer na Lava Jato. A notícia da portaria foi vista por procuradores como um descumprimento dessa promessa.

Para a nova equipe do GT da Lava Jato, Dodge vai nomear oito procuradores, dentre os quais apenas Maria Clara Barros Noleto e Pedro Jorge do Nascimento fazem parte da atual equipe. Os demais serão Hebert Reis Mesquita, José Alfredo de Paula, José Ricardo Teixeira, Luana Vargas Macedo e Raquel Branquinho.

A troca de equipe em cargos estratégicos é normal em um processo de mudança do comando da PGR. O novo GT da Lava Jato terá procuradores com reconhecida atuação na área criminal, como José Alfredo e Raquel Branquinho, que atuaram no mensalão, e Hebert Mesquita, que atuou na Operação Zelotes na PR-DF.

A mudança também ocorre em um momento de fortes críticas à atuação da equipe de Janot na delação premiada da JBS, que inclui a suspeita de exploração de prestígio do procurador Marcello Miller, que fazia parte da equipe do PGR e passou a advogar para a empresa.

Procurada, a assessoria de imprensa de Raquel Dodge informou que a questão ainda não estava fechada e que a nova PGR só vai decidir sobre a portaria na segunda à tarde, após sua posse. A assessoria diz ainda que parte dos procuradores do atual GT havia solicitado o desligamento.

Fonte: Epoca

O empresário Joesley Batista, do grupo J&F, disse hoje (15), durante audiência de custódia, em São Paulo, que está preso porque “mexeu com poderosos”. “Fui mexer com os poderosos e o dono do poder e estou aqui agora. Estou pagando por ter delatado”, disse.

Durante a audiência, Joesley criticou também o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por ter rescindido o acordo de colaboração. "Acho que o procurador foi muito questionado sobre a nossa imunidade e, por fim, ele decidiu pedir a quebra da nossa imunidade. Acho que esse foi um ato de covardia da parte dele depois de tudo que fizemos e entregamos de provas”, disse, acrescentando, “nós fizemos a maior e a mais efetiva colaboração".

O procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot, anulou a imunidade penal que foi concedida por ele ao empresário Joesley Batista e a Ricardo Saud, ex-executivo da J&F. O benefício, que é a renúncia por parte da procuradoria a processar os acusados, foi anulado. Janot afirma que Batista e Saud omitiram da PGR informações durante o processo de assinatura do acordo de delação premiada.

Joesley foi ouvido pelo juiz João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Criminal Federal em São Paulo. Na audiência, o juiz decidiu manter a prisão preventiva do empresário, alegando que, por suas condições financeiras, há “risco concreto de fuga”. Com isso, Joesley ficará preso na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo, na região da Lapa.

A audiência, que se refere à investigação dos irmãos Batista no processo que apura se teriam usado de informações privilegiadas para lucrar no mercado financeiro, durou cerca de meia hora. Durante a audiência, Joesley negou que tenha sofrido maus-tratos durante sua prisão e reafirmou que é inocente. Segundo ele, a negociação de ações feitas pela empresa na Bolsa de Valores, um dia antes da divulgação dos áudios que envolviam o presidente da República, Michel Temer, foram “naturais”.

“Todas as operações foram naturais. Estamos tranquilos em afirmar que tudo foi feito dentro da normalidade”, disse. Segundo ele, as operações não tiveram como objetivo ter lucro ou prejuízo. “Vendi [ações] porque necessitava de caixa”.

“Vendemos antes, durante e continuamos vendendo porque precisamos de caixa. Por todo esse momento que temos passado, que é público, os bancos têm restringido o crédito para nós, não tem renovado as linhas de crédito”, disse ao juiz.

Fonte: Agencia Brasil

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou ao STF (Supremo Tribunal Federal) o presidente Michel Temer sob acusação de obstrução da Justiça e participação em organização criminosa.

A denúncia foi apresentada na tarde desta quinta-feira (14). Os delatores Joesley Batista, um dos donos da JBS, e o executivo Ricardo Saud também foram denunciados.

O procurador-geral pede ao STF que o caso deles seja desmembrado e julgado em primeira instância pelo juiz federal Sergio Moro, já que os acusados não têm foro.

Presos temporariamente em Brasília, Joesley e Saud perderam a imunidade penal, acordada com a PGR (Procuradoria-Geral da República) em maio, quando assinou a delação, porque Janot entendeu que agora surgiram indícios de que eles omitiram informações relevantes -o que era vetado em uma cláusula do acordo.

Foram acusados ainda os ex-deputados do PMDB Eduardo Cunha (RJ), Henrique Alves (RN), Geddel Vieira Lima (BA), Rodrigo Loures (PR) e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral).

Segundo a denúncia, eles cometeram crimes em troca de propina vinda de vários órgãos públicos como Petrobras, Furnas, Caixa Econômica Federal, Ministério da Integração Nacional e Câmara dos Deputados. Temer é apontado como o líder da organização criminosa desde maio de 2016.

De acordo com a denúncia, o esquema permitiu que os denunciados recebessem ao menos R$ 587 milhões de propina.

"Para Janot, em maio de 2016, com a reformulação do núcleo político da organização criminosa, os integrantes do 'PMDB da Câmara', especialmente Michel Temer, passaram a ocupar papel de destaque que antes havia sido dos integrantes do PT em razão da concentração de poderes na Presidência da República", informou a PGR.

A acusação contra Temer de obstrução da Justiça refere-se ao suposto aval dado pelo presidente para que a JBS comprasse o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do operador financeiro Lúcio Funaro, ambos presos.

Joesley Batista, da JBS, gravou uma conversa com Temer na noite de 7 de março na garagem do Palácio do Jaburu. No entendimento de Janot, o presidente concordou quando Joesley disse que estava pagando a Cunha e Funaro para que eles não contassem o que sabem sobre esquemas ilícitos.

A acusação de envolvimento em organização criminosa resulta de uma investigação sobre o suposto "quadrilhão do PMDB da Câmara". Relatório da Polícia Federal concluído na segunda-feira (11) já havia indicado que Temer tinha poder de comando nesse grupo e utilizava terceiros para executar tarefas sob seu controle.

Para que a denúncia contra o presidente possa virar uma ação penal, é preciso a autorização de dois terços dos deputados da Câmara.

Se houver autorização, o Supremo poderá analisá-la para julgar o seu recebimento e abrir a ação. Só então Temer e os demais acusados virarão réus. Durante eventual julgamento, o presidente é afastado por 180 dias.

HISTÓRICO

A denúncia faz um resgate de nomeações e cargos desde que Lula venceu a eleição em 2002 e precisava ganhar apoio no Congresso.

Sobre o "PMDB da Câmara", "as negociações de apoio passaram a orbitar, por volta de 2006, primordialmente em torno de dois interesses: a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF); e a necessidade de ampliação da base do governo em razão do processo do 'mensalão', que havia enfraquecido o poder político da cúpula do Poder Executivo integrada por membros do PT", segundo a PGR.

"Esses temas foram negociados por Michel Temer e Henrique Alves, na qualidade de presidente e líder do PMDB, que concordaram com ingresso do 'PMDB da Câmara' na base do governo em troca de cargos chaves, tais como a presidência de Furnas, a vice-presidência de Fundos de Governo e Loterias na Caixa Econômica, o Ministério da Integração Nacional, a Diretoria Internacional da Petrobras, entre outros.

No dia 30 de novembro de 2006, o Conselho Nacional do PMDB aprovou a integração da legenda, em bloco, à base aliada do governo Lula", informou a Procuradoria.

Segundo a PGR, "todos estavam interessados nos cargos públicos que lhes garantissem a melhor rentabilidade em termos de arrecadação de propina".

Pela denúncia, o papel de negociar os cargos junto aos demais membros do núcleo político da organização criminosa, no caso do "PMDB da Câmara", era desempenhado por Temer de forma mais estável, por ter sido ele o articulador para a unificação do partido em torno do governo Lula.

Depois de definidos os espaços que seriam ocupados pelo grupo, Temer e Henrique Alves -que foi líder do PMDB de 2007 e 2013- eram os principais responsáveis pela distribuição interna dos cargos, e por essa razão recebiam parcela da propina arrecadada por Moreira Franco, Geddel, Padilha e, especialmente, Cunha.

Padilha, Geddel, Alves, Moreira Franco e Loures têm relação próxima e antiga com Temer, segundo a PGR, "daí porque nunca precisaram se valer de intermediários nas conversas diretas com aquele".

"Eram eles que faziam a interface junto aos núcleos administrativo e econômico da organização criminosa a respeito dos assuntos ilícitos de interesse direto de Michel Temer, que, por sua vez, tinha o papel de negociar junto aos demais integrantes do núcleo político da organização criminosa os cargos a serem indicados pelo seu grupo e era o único do grupo que tinha alguma espécie de ascensão sobre todos", segundo nota da PGR.

"O procurador-geral informa que, além de praticar infrações penais no Brasil, a organização criminosa adquiriu caráter transnacional, o que pode ser demonstrado, principalmente, por dois de seus mecanismos de lavagem de dinheiro: transferências bancárias internacionais, na maioria das vezes com o mascaramento em três ou mais níveis para distanciar a origem dos valores; e a aquisição de instituição financeira com sede no exterior, com o objetivo de controlar as práticas de compliance e, assim, dificultar o trabalho das autoridades."

Fonte: Folhapress

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou ao STF (Supremo Tribunal Federal) o presidente Michel Temer sob acusação de obstrução da Justiça e participação em organização criminosa.

A denúncia foi apresentada na tarde desta quinta-feira (14). Os delatores Joesley Batista, um dos donos da JBS, e o executivo Ricardo Saud também foram denunciados.

O procurador-geral pede ao STF que o caso deles seja desmembrado e julgado em primeira instância pelo juiz federal Sergio Moro, já que os acusados não têm foro.

Presos temporariamente em Brasília, Joesley e Saud perderam a imunidade penal, acordada com a PGR (Procuradoria-Geral da República) em maio, quando assinou a delação, porque Janot entendeu que agora surgiram indícios de que eles omitiram informações relevantes -o que era vetado em uma cláusula do acordo.

Foram acusados ainda os ex-deputados do PMDB Eduardo Cunha (RJ), Henrique Alves (RN), Geddel Vieira Lima (BA), Rodrigo Loures (PR) e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral).

Segundo a denúncia, eles cometeram crimes em troca de propina vinda de vários órgãos públicos como Petrobras, Furnas, Caixa Econômica Federal, Ministério da Integração Nacional e Câmara dos Deputados. Temer é apontado como o líder da organização criminosa desde maio de 2016.

De acordo com a denúncia, o esquema permitiu que os denunciados recebessem ao menos R$ 587 milhões de propina.

"Para Janot, em maio de 2016, com a reformulação do núcleo político da organização criminosa, os integrantes do 'PMDB da Câmara', especialmente Michel Temer, passaram a ocupar papel de destaque que antes havia sido dos integrantes do PT em razão da concentração de poderes na Presidência da República", informou a PGR.

A acusação contra Temer de obstrução da Justiça refere-se ao suposto aval dado pelo presidente para que a JBS comprasse o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do operador financeiro Lúcio Funaro, ambos presos.

Joesley Batista, da JBS, gravou uma conversa com Temer na noite de 7 de março na garagem do Palácio do Jaburu. No entendimento de Janot, o presidente concordou quando Joesley disse que estava pagando a Cunha e Funaro para que eles não contassem o que sabem sobre esquemas ilícitos.

A acusação de envolvimento em organização criminosa resulta de uma investigação sobre o suposto "quadrilhão do PMDB da Câmara". Relatório da Polícia Federal concluído na segunda-feira (11) já havia indicado que Temer tinha poder de comando nesse grupo e utilizava terceiros para executar tarefas sob seu controle.

Para que a denúncia contra o presidente possa virar uma ação penal, é preciso a autorização de dois terços dos deputados da Câmara.

Se houver autorização, o Supremo poderá analisá-la para julgar o seu recebimento e abrir a ação. Só então Temer e os demais acusados virarão réus. Durante eventual julgamento, o presidente é afastado por 180 dias.

HISTÓRICO

A denúncia faz um resgate de nomeações e cargos desde que Lula venceu a eleição em 2002 e precisava ganhar apoio no Congresso.

Sobre o "PMDB da Câmara", "as negociações de apoio passaram a orbitar, por volta de 2006, primordialmente em torno de dois interesses: a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF); e a necessidade de ampliação da base do governo em razão do processo do 'mensalão', que havia enfraquecido o poder político da cúpula do Poder Executivo integrada por membros do PT", segundo a PGR.

"Esses temas foram negociados por Michel Temer e Henrique Alves, na qualidade de presidente e líder do PMDB, que concordaram com ingresso do 'PMDB da Câmara' na base do governo em troca de cargos chaves, tais como a presidência de Furnas, a vice-presidência de Fundos de Governo e Loterias na Caixa Econômica, o Ministério da Integração Nacional, a Diretoria Internacional da Petrobras, entre outros.

No dia 30 de novembro de 2006, o Conselho Nacional do PMDB aprovou a integração da legenda, em bloco, à base aliada do governo Lula", informou a Procuradoria.

Segundo a PGR, "todos estavam interessados nos cargos públicos que lhes garantissem a melhor rentabilidade em termos de arrecadação de propina".

Pela denúncia, o papel de negociar os cargos junto aos demais membros do núcleo político da organização criminosa, no caso do "PMDB da Câmara", era desempenhado por Temer de forma mais estável, por ter sido ele o articulador para a unificação do partido em torno do governo Lula.

Depois de definidos os espaços que seriam ocupados pelo grupo, Temer e Henrique Alves -que foi líder do PMDB de 2007 e 2013- eram os principais responsáveis pela distribuição interna dos cargos, e por essa razão recebiam parcela da propina arrecadada por Moreira Franco, Geddel, Padilha e, especialmente, Cunha.

Padilha, Geddel, Alves, Moreira Franco e Loures têm relação próxima e antiga com Temer, segundo a PGR, "daí porque nunca precisaram se valer de intermediários nas conversas diretas com aquele".

"Eram eles que faziam a interface junto aos núcleos administrativo e econômico da organização criminosa a respeito dos assuntos ilícitos de interesse direto de Michel Temer, que, por sua vez, tinha o papel de negociar junto aos demais integrantes do núcleo político da organização criminosa os cargos a serem indicados pelo seu grupo e era o único do grupo que tinha alguma espécie de ascensão sobre todos", segundo nota da PGR.

"O procurador-geral informa que, além de praticar infrações penais no Brasil, a organização criminosa adquiriu caráter transnacional, o que pode ser demonstrado, principalmente, por dois de seus mecanismos de lavagem de dinheiro: transferências bancárias internacionais, na maioria das vezes com o mascaramento em três ou mais níveis para distanciar a origem dos valores; e a aquisição de instituição financeira com sede no exterior, com o objetivo de controlar as práticas de compliance e, assim, dificultar o trabalho das autoridades."

Com a possibilidade da anulação das delações da JBS, os executivos ligados ao grupo podem se ver obrigados a aceitar uma nova proposta.

Para manter parte do acordo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) ofereceu à Ricardo Saud e aos irmãos Joesley e Wesley Batista um acordo que prevê a prisão dos criminosos.

Os delatores ligados à JBS ficariam presos por pelo menos cinco anos, em regime fechado, sem progressão da pena para regimes mais brandos.

A informação é da colunista da Rádio BandNews FM Mônica Bergamo.

A prisão de Wesley Batista, na manhã desta quarta-feira (13), mostra que o “cerco” à família Batista está se fechando cada vez mais.

Segundo a jornalista, Joesley e Wesley não têm mais alternativas para salvar o acordo de delação premiada que previa imunidade total aos empresários.

Outra estratégia que pode ser adotada pelos irmãos Batista é anular todas as provas entregues até o momento para a PGR.

Seria uma medida para conter os danos, visto que os documentos e gravações entregues pelos empresários agora podem ser usados contra eles próprios

Fonte: Band

Segundo a Justiça, os irmãos Batista usaram a própria delação para obter lucros milionários no mercado financeiro; Joesley está detido desde domingo

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira o empresário Wesley Batista, um dos donos da JBS. A ordem foi expedida pela Justiça Federal de São Paulo.

Joesley Batista – já detido desde o último domingo por decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) – também é alvo da ação, com mais um mandado de prisão.

As prisões decorrem de investigação aberta pela PF em São Paulo para apurar se os donos da JBS se aproveitaram da própria delação premiada, negociada com a Procuradoria-Geral da República, para ganhar dinheiro no mercado financeiro.

No pedido de prisão, os investigadores sustentam haver fartas provas de que Joesley e Wesley, sabendo do potencial explosivo do acordo de delação e de seus efeitos no mercado, agiram pessoalmente negociando ações do grupo e contratos futuros de dólares.

Também são investigados na operação deflagrada nesta manhã o diretor jurídico da JBS, Francisco de Assis e Silva, a advogada Fernanda Tórtima, contratada pela empresa, e o ex-procurador da República Marcello Miller, que integrou o grupo de trabalho montado para auxiliar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na Lava-Jato.

Durante a apuração sobre uso de informação privilegiada pelos donos da JBS, os policiais colheram indícios de que os irmãos Batista cooptaram Marcello Miller quando ele ainda integrava o Ministério Público Federal. Pela parceria, Miller e os irmãos Joesley e Wesley Batista são investigados pelo crime de corrupção.

A operação foi batizada de Tendão de Aquiles.

Fonte: Veja

Pesquisa inédita mostra como o assunto é tratado no Estado, que tem o 2º maior índice de casos no País.

Domingos são tradicionalmente conhecidos como dias de leveza e descanso. O último domingo (10), no entanto, foi um dia mais 'pesado' do que os outros: três pessoas tiraram a própria vida. Mas, enquanto o suicídio representa o crescimento de quadros depressivos na sociedade, e um dos problemas que mais preocupam a OMS (Organização Mundial da Saúde), as redes sociais repercutem o assunto de forma banal. É o que mostra o dossiê 'Suicídio: precisamos falar sobre'.

O documento traz, de forma inédita, como o assunto é buscado nas redes sociais. Dados específicos sobre Mato Grosso do Sul - segundo Estado na lista do Ministério da Saúde com maior indície de casos em relação ao número de habitantes -, afirmam que 48,4% das menções ao suicídio nas redes sociais tratou o assunto como 'piada'. O dossiê foi elaborado pela agência 'Nova/sb', por meio do 'Comunica que Muda', e analisou as menções ao assunto entre os meses de entre abril e maio deste ano.

"As redes sociais surgiram há pouco tempo, mas entraram no cenário social com um forte chute na porta. Em poucos anos, tomaram conta de muitas horas gastas na web. Depois delas, mudamos muito a maneira com que nos relacionamos, e até como vemos a importância das nossas relações. Apesar de mais conectados, observamos que a abordagem sobre o suicídio ainda é muito superficial", comentou a coordenadora-geral do Comunica Que Muda, Bia Pereira.

A imagem que ilustra essa matéria é um exemplo desse tratamento: o texto fala de uma tentativa de resgate e entre os comentários há de tudo, inclusive memes fazendo graça do assunto sério.

Baleia azul

A pesquisa também analisou de que forma e quais assuntos são buscados nas redes quando o tema é suicídio. Mato Grosso do Sul seguiu tendência nacional, já que 59,7% das buscas sobre suicídio em redes sociais procurou pelo jogo 'baleia azul'. Segundo a agência Nova, Mato Grosso do Sul registrou 3077 comentários nas redes sociais sobre temas que envolvem o suicídio durante o período avaliado, 0,25% do total de menções em todo o Brasil.

Lesões no corpo, violências e por fim e até o suicídio marcam as fases do 'jogo', que tem motivado suicídios de jovens em todo o mundo. O jogo de 'desafios' teria surgido nas redes sociais da Rússia, e começou a chocar o mundo no início deste ano. No Brasil e em Mato Grosso do Sul, casos de adolescentes preocuparam autoridades e motivou até orientação oficial da SED (Secretaria Estadual de Educação) às escolas.

Além do jogo Baleia Azul, internautas também pesquisaram sobre a série '13 Reasons Why' [13 razões porque, em tradução livre], do serviço de streaming Netflix. A busca representou 24,5% das pesquisas, seguida do assunto 'Depressão', que totalizou 8%.

Em todo o país, o Baleia Azul estava maioria das menções: 59,9%. A série 13 Reasons Why representou 26,6%. O estado que concentrou a maior parte das menções nos dois meses da pesquisa foi o Rio de Janeiro, com 27,5% do total. Na sequência, São Paulo, com 17,9%, e Minas Gerais, com 9,9%. Também tiveram destaque o Pará (5,6%), o Rio Grande do Sul (5,5%) e Santa Catarina (4,8%).

Setembro Amarelo - Iniciado pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina)e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), o Setembro Amarelo realizou as primeiras atividades em 2014, concentradas em Brasília. Mato Grosso do Sul passou a aderir no ano passado.

Fonte: Campo Grande News

Inquérito sobre ‘quadrilhão do PMDB’ na Câmara vê indícios ainda de lavagem de dinheiro e evasão de divisas; Cunha, Funaro e Geddel também são citados

 

A Polícia Federal concluiu e enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira o inquérito que investiga o chamado “PMDB da Câmara”, grupo de deputados e ex-deputados do partido – incluindo o presidente Michel Temer (PMDB) e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) pelo crime de organização criminosa. A PF atribui ao grupo as práticas dos delitos de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, entre outros. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo o relatório da PF afirma que o presidente recebeu 31,5 milhões de reais em propina a partir da suposta atividade criminosa do grupo.

No relatório, relativo ao inquérito 4327, os investigadores incluem ainda os ex-presidentes da Câmara Eduardo Cunha (RJ) e Henrique Eduardo Alves (RN) e o ex-ministro Geddel Vieira Lima, os três presos. O documento já foi enviado ao Ministério Público Federal e deve ser um dos elementos que subsidiarão nova denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Temer, a ser apresentada até sexta-feira – no próximo dia 17, ele deixa o cargo, que passará a ser ocupado por Raquel Dodge.

“Integrantes da cúpula do partido supostamente mantinham estrutura organizacional com o objetivo de obter, direta e indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública direta e indireta”, disse a PF em nota, que acrescenta que “o grupo agia através de infrações penais, tais como: corrupção ativa, passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitação, evasão de divisas, entre outros crimes cujas penas máximas são superiores a 4 anos”.

Considerado operador de propinas do PMDB, Lúcio Funaro também foi citado no relatório. Ele fechou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República, homologado na semana passada pelo relator da Operação Lava Jato no STF, ministro Edson Fachin. Em seus depoimentos, Funaro afirmou que Temer não apenas sabia dos esquemas de corrupção do partido como participou deles, recebendo propinas ou intermediando dinheiro ilícito a campanhas de aliados. As revelações do doleiro também devem ser usadas por Janot na denúncia contra o presidente.

Conforme o Estado de S. Paulo, os 31,5 milhões de reais supostamente recebidos pelo peemedebista teriam se dividido entre os 500.000 reais entregues ao ex-assessor presidencial Rodrigo Rocha Loures por um executivo da JBS, os 10 milhões de reais que a Odebrecht teria pago a campanhas do PMDB a pedido de Temer, 20 milhões de reais referentes ao contrato PAC SMS da diretoria Internacional da Petrobras, feudo do partido na estatal, e 1 milhão de reais que teria sido entregue ao coronal aposentado da Polícia Militar João Baptista Lima Filho, amigo de longa data de Michel Temer.

O relatório ainda cita, de acordo com o jornal, o repasse de 5,4 milhões de reais à campanha de Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo, em 2012, que teria sido pedido por Temer, e doações oficiais e de caixa dois à campanha de Paulo Skaf ao governo paulista em 2014. Os ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha e o ex-ministro Geddel Vieira Lima atuariam, de acordo com a PF, como “longa manus” do presidente na arrecadação de recursos ilícitos junto a grandes empresas.

Também são citados no relatório os deputados federais André Moura (PSC-SE), líder do governo Temer no Congresso, Aníbal Gomes (PMDB-CE), Altineu Cortes (PMDB-RJ), Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), e os ex-deputados Manoel Júnior (PMDB-PB), Solange Almeida (PMDB-RJ) e Nelson Bournier (PMDB-RJ).

Defesa

Em nota, a Secretaria de Imprensa da Presidência da República afirmou que o “presidente Michel Temer não participou e nem participa de nenhuma quadrilha” ou de qualquer “estrutura com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública”. “O presidente Temer lamenta que insinuações descabidas, com intuito de tentar denegrir a honra e a imagem pública, sejam vazadas à imprensa antes da devida apreciação pela Justiça.”

Também por meio de nota, “o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, informa que só irá se pronunciar quando e se houver acusação formal contra ele que mereça resposta”.

Moreira Franco também negou as acusações. “Jamais participei de qualquer grupo para a prática do ilícito. Repudio a suspeita. Responderei de forma conclusiva quando tiver acesso ao relatório do inquérito. Lamento que tenha que falar sobre o que ainda não conheço. Isto não é democrático.”

A defesa de Eduardo Cunha “nega de forma veemente todas as acusações e prestará os devidos esclarecimentos oportunamente.”

O empresário Joesley Batista e o ex-executivo da J&F Ricardo Saud se entregam por volta das 14h15 à Polícia Federal (PF), em São Paulo. A informação foi confirmada pela assessoria da companhia. A prisão temporária foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O pedido de prisão foi feito depois de Janot concluir que os colaboradores esconderam do Ministério Público fatos criminosos que deveriam ter sido contados nos depoimentos. A conclusão de que os delatores omitiram informações passou a ser investigada pela PGR a partir de gravações entregues pelos próprios delatores como complemento do acordo.

A PGR também pediu a prisão do ex-procurador da República Marcelo Miller, mas Fachin disse que não há elemento indiciário com a consistência necessária à decretação da prisão temporária.

Fachin havia determinado que o cumprimento dos mandados ocorressem com a “máxima discrição e com a menor ostensividade”, evitando o uso de algemas, pois não se trata de pessoas perigosas. “Deverá a autoridade policial responsável pelo cumprimento das medidas tomar as cautelas apropriadas, especialmente para preservar a imagem dos presos, evitando qualquer exposição pública”, diz a decisão.

No sábado (9), a defesa do grupo J&F colocou à disposição os passaportes do empresário Joesley Batista e do ex-diretor de Relações Institucionais da holding Ricardo Saud. A defesa do ex-procurador Marcelo Miller também colocou os documentos dele à disposição.

Defesa
A defesa do empresário Joesley Batista e do ex-executivo do grupo J&F Ricardo Saud contestou, por meio de nota, que eles tenham mentido ou omitido informações no processo que levou ao acordo de delação premiada.

“Em todos os processos de colaboração, os colaboradores entregam os anexos e as provas à Procuradoria [Geral da República] e depois são chamados a depor. Nesse caso, Joesley Batista e Ricardo Saud ainda não foram ouvidos”, diz a nota.

A defesa relembra que, no dia 31 de agosto, cumprindo o prazo do acordo, foi entregue à PGR, além dos áudios, anexos complementares para compor a delação. Os advogados apontam ainda que eles aguardam para serem ouvidos.

“O empresário e o executivo enfatizam a robustez de sua colaboração e seguem, com interesse total e absoluto, dispostos a contribuir com a Justiça”, afirma a defesa.

Advogado
O advogado de Joesley e Saud, Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, divulgou uma nota afirmando que os delatores cumpriram rigorosamente tudo o que lhes era imposto ao assinarem o acordo de delação premiada.

“Não pode o Dr. Janot [Rodrigo Janot, procurador-geral da República] agir com falta de lealdade e, insinuar que o acordo de delação foi descumprido. Os clientes prestaram declarações e se colocaram sempre à disposição da Justiça. Este é mais um elemento forte que levara a descrença e a falta de credibilidade do instituto da delação”, disse o advogado, em defesa da revisão do uso do instituto de delação premiada.

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