Saúde (131)

Durante reunião com integrantes do Conselho Nacional de Saúde (CNS) realizada na última quinta-feira (31) o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, questionou o repasse anual de R$ 450 milhões à ONG Missão Evangélica Caiua, de Dourados (MS). Vários assuntos estiveram em pauta, especialmente a saúde dos povos indígenas.

Mandetta afirmou que o Governo Federal direciona R$ 1,4 bilhão todos os anos para a saúde indígena. Desse valor R$ 690 milhões são direcionados para ONG’s na qual a organização de Dourados recebe mais da metade.

O ministro frisou a aldeia de Dourados é a que tem maior índice de suicídio e de desnutrição. "Dourados é a sede da ONG que leva mais recursos e eu não posso questionar? E eu tenho que falar, deixa assim porque eu não quero retrocesso? Que retrocesso? Alguém me explica? Se alguém não me convencer, eu vou falar e vou provocar, sim!", reforçou Mandetta.

Mandetta disse que as informações reveladas ainda são superficiais e que um diagnóstico da real situação está sendo feito. O ministro salientou que dentro do ministério "não tem assunto proibido". "Tudo o que existe pode ser questionado", afirmou. O ministro encoraja os representantes do CNS para que não tenham medo da discussão. "Não pense que ela é uma mobilização nacional contra. Contra o que? Contra a evidência, a verdade, os números, contra o que está colocado na mesa?", questionou.

Fonte: Dourados Agora

 

Valor será pago de acordo com os dias trabalhados, conforme Decreto

Prefeitura de Campo Grande alterou e acrescentou uma norma ao Decreto n. 8.930, de 23 de abril de 2004, que vai pagar por mês, benefício por produtividade a mais de 800 servidores administrativos e auxiliares da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). De acordo com a nova publicação, foi acrescentado que, nos casos de licença para tratamento médico que for inferior a 15 dias, os servidores vão receber a produtividade apenas no valor proporcional aos dias trabalhados de acordo com cada cargo.

Os servidores terão o valor de R$ 600 incorporados ao salário de maneira gradativa. O primeiro valor acrescido foi estabelecido em R$ 200; o valor deve subir para R$ 400 em março e abril e de maio até dezembro o valor pago passa a ser de R$ 600. A medida terá impacto de R$ 6 milhões ao ano nos cofres públicos. Atualmente, a folha de pagamento é de cerca de R$ 120 milhões.

O salário base da categoria dos mais de 870 servidores do Administrativo da Saúde da Prefeitura de Campo Grande é de R$ 894,00 mensais por 40 horas trabalhadas por semana.

Atuam nas mais de 100 unidades de assistência, além da sede do administrativo, 871 servidores, sendo eles: agentes de atividades educacionais (2), ajudante de operação (114), artífice de copa e cozinha (4), assistente administrativo I (30) e II (322), assistente de serviços em saúde (247), auxiliar de serviços diversos (55), auxiliar social I (18) e II (73), digitador (1), redator (1) e telefonista (4).

Fonte: Correio do Estado

 

O número é 450% maior que em 2017, quando 6 perderam a vida

O último boletim epidemiológico da Influenza de 2018 e o primeiro de janeiro de 2019 foram divulgados pela SES (Secretaria Estadual de Saúde) e apontam que no ano passado, a doença viral matou 33 pessoas, 450% a mais que em 2017, quando seis perderam a vida.

De janeiro de 2018 a 21 de janeiro de 2019, o Lacen (Laboratório Central) notificou 2141 casos e exames confirmaram 282, sendo 78 para H1N1 (Influenza A), 37 para não suptipado (Influenza A), 139 para H3N2 (Influenza A), e 28 para influenza B.

O último surto da doença ocorreu em 2016, quando 103 pessoas morreram por algum vírus da doença. Normalmente, quatro tipos de vírus (citados acima) são os mais comuns do Estado.

Sobre as mortes de 2018, 20 ocorreram em Campo Grande, sendo cinco por H1N1, oito por H3N2, quatropor Influenza B e três por Influenza “A” não subtipado.

Naviraí, Costa Rica e Coxim registraram duas mortes cada um, e os municípios de Alcinópolis, Aquidauana, Chapadão do Sul, Dourados, Nioaque e Três Lagoas, um óbito cada.

Fonte: Campo Gande News

 

Os postos disponíveis serão abertos em uma próxima etapa prevista para os dias 23 e 24 de janeiro.

Cerca de 18% das vagas disponíveis para o Programa Mais Médicos não foram preenchidas desde que o governo de Cuba saiu do programa de cooperação com o Brasil. De acordo com o G1, ao todo 7057 vagas foram preenchidas de um total de 8517, cerca de 82% das posições oferecidas pelo Ministério da Saúde.

Os postos disponíveis serão abertos em uma próxima etapa prevista para os dias 23 e 24 de janeiro destinadas a profissionais brasileiros que se formaram no exterior.

Dentre os 1707 médicos que se inscreveram na última chamada, apenas 1089 compareceram aos locais escolhidos. Os postos não preenchidos foram somados aos 842 que haviam sobrado anteriormente, gerando um total de 1460 vagas em aberto.

Ainda de acordo com o G1, se as vagas não forem preenchidas em sua totalidade nesta próxima etapa, elas serão reabertas nos dias 30 e 31 de janeiro para médicos estrangeiros.

Fonte: Noticias ao minuto

 

O médico Luiz Henrique Mandetta assumiu hoje (2) o comando do Ministério da Saúde. Na cerimônia em que recebeu o cargo de Gilberto Occhi, Mandetta disse que planeja implantar um terceiro turno de atendimento, com horário estendido, em unidades de saúde que atualmente abrem das 7h às 11h e das 13h às 17h. De acordo com o ministro, o objetivo é reestruturar a atenção à saúde básica no país.

A proposta para implantação do terceiro turno ainda está em estudo. De acordo com o ministro, é necessário observar as peculiaridades de cada região do país para adotar as medidas adequadas. Ele esclareceu que não se deve implementar ações iguais para todos os locais. “São diferentes ‘Brasis’ . Não adianta uma receita de bolo para esse país inteiro.”

Mandetta disse também que tem um “compromisso muito grande” com a família, a fé e a pátria. Segundo ele, “cada centavo” economizado pela pasta em sua gestão irá para a assistência à população. “A mulher trabalhadora e o homem trabalhador, muitas vezes, saem de casa antes das 7h e voltam depois das 18h. Ou seja, a unidade básica de saúde, para eles, fica praticamente inalcançável.”

Deputado federal de 2011 a 2018 e ex-secretário de Saúde de Campo Grande, o médico ortopedista teve o nome confirmado em novembro pelo presidente Jair Bolsonaro.

Primeiros 100 dias

Além da reestruturação da atenção básica, os primeiros 100 dias da nova gestão na pasta devem priorizar o atendimento hospitalar, com foco no Rio de Janeiro, onde há uma rede de responsabilidade da União – seis hospitais federais e três institutos.

“Devemos fazer um choque de gestão nessas unidades, construindo alguns conceitos coletivos de compra para a redução de custo, dando transparência ao acesso”, defendeu o ministro.

De acordo com Mandetta, há ainda planos para enviar profissionais especializados do Ministério da Saúde para Roraima, estado que registra surto de sarampo há pelo menos 10 meses. A cepa do vírus que circula na área é a mesma identificada no surto que assola a Venezuela.

“Essa entrada de venezuelanos, desregrada como foi, trouxe à tona um surto de sarampo em Roraima que se se estendeu à região amazônica e que está se estendendo pelo país porque a nossa vacinação é muito baixa.”

Mais Médicos

Mandetta confirmou que pretende revisar o Programa Mais Médicos e rebateu a afirmação de que faltam profissionais no Brasil. Segundo ministro, o país conta com aproximadamente 320 faculdades de medicina e 26 mil médicos graduados em 2018, com previsão de aumento desse contingente em 10% ao ano até chegar a 35 mil profissionais formados.

“Quem forma essa quantidade toda de profissionais? Muitos deles endividados pelo Fies [Fundo de Financiamento Estudantil] e muitos formados em escola pública. Não temos uma proposta ou política de indução para que eles venham para o sistema público de saúde.”

Médicos militares

O ministro ressaltou que a alternativa de usar a mão de obra de médicos militares já existe – profissionais, quando se formam, precisam se reapresentar ao serviço militar para fazer a retirada do diploma. Atualmente, segundo ele, cerca de 4.500 médicos são convocados para atuar no militarismo brasileiro.

“Se estamos formando 25 mil, podemos, sim, discutir uma maneira de aumentar, se estiver faltando. Principalmente nesses locais de difícil provimento é, sim, uma possibilidade a utilização desses profissionais via Exército Brasileiro.”

Saúde indígena

O ministro adiantou planos de mudanças na saúde indígena. Ele lembrou que a Secretaria Nacional de Saúde Indígena, para operacionalizar o sistema, faz repasses sistemáticos ao terceiro setor para que organizações não governamentais possam chegar às populações em questão.

“Não nos parece a maneira mais adequada para controle, nem a maneira adequada de estruturar uma política permanente de saúde indígena”, disse, ao citar indicadores como elevadas taxas de mortalidade infantil, de obesidade e de diabetes nas aldeias.

Em seguida, Mandetta acrescentou: “Não conseguimos, nesses anos todos, trazer uma política de saúde pública para a população indígena sempre porque partimos do conceito de que tem que ser tutorado”. “Não temos preconceito algumcom organizações não governamentais [ONGs]. Mas a maneira como é feito hoje, me parece que há um repasse de volumes muito altos para uma prestação de contas muito frágil.”

Fonte: Agencia Brasil

 

Segundo o ministro Marun, recursos serão usados para aquisição de ambulâncias

Cinco municípios de Mato Grosso do Sul receberão 6,5 milhões em recursos extras para a Assistência de Média e Alta Complexidade. Recursos referem-se a emendas parlamentares e a liberação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União, nesta sexta-feira (28).

Ministro chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse ao Correio do Estado que a liberação do recurso ocorreu na tarde de hoje, em Brasília, e que o valor deverá ser usado para aquisição de ambulâncias comuns. Ainda segundo o ministro, até o dia 31 de dezembro, novos recursos devem ser destravados para o Estado.

"Conseguimos a liberação desse recurso agora e vamos tentar, até o fim do ano, novas brechas para liberar mais recursos para o Mato Grosso do Sul e para o Brasil", disse Marun.

Conforme portaria publicada no Diário Oficial da União, do Ministério da Saúde, Campo Grande receberá R$ 2 milhões; Costa Rica, Coxim, Maracaju e Nova Andradina receberão R$ 1 milhão cada e Paranaíba receberá R$ 500 mil. Os valores serão destinados aos Fundos Municipais de Saúde.

O Fundo Nacional de Saúde deverá transferir os valor para os Fundos Municipais em até seis parcelas. Municípios deverão prestar contas sobre a aplicação dos recursos por meio do Relatório Anual de Gestão.

Fonte: Correio do Estado

 

A Prefeitura de Novo Horizonte do Sul através da Gerência Municipal de Saúde juntamente com a Coordenação de Controle Vetores de Novo Horizonte do Sul, faz um alerta aos moradores da nossa cidade, que calor e chuva faz com que aumente os focos do mosquito aedes aegypti transmissor da dengue, chikungunia e zica.

Vamos evitar essas doenças nesse próximo verão!

Não deixem água parada e nem depósitos que possam conter água sem a devida proteção, limpem quintais e terrenos vazios.

A prevenção é o maior remédio. Vamos todos juntos combater o mosquito!

Nesta SEXTA-FEIRA | dia 07 de dezembro MULTIRÃO CONTRA A DENGUE, coloque na frente de suas casas lixos e entulhos que acumulem água e que possa prolifera esse mosquito.

 

A alta rotatividade de médicos é considerada prejudicial em programas de atenção básica e saúde da família

Metade dos brasileiros (54%) que participaram do Mais Médicos não ficaram nem um ano e meio no programa. Os dados, obtidos via Lei de Acesso à Informação, são referentes ao período de 2013 a 2017.

A alta rotatividade dos profissionais preocupa especialistas, especialmente depois que Cuba anunciou a saída do programa. O governo de Havana não aceitou as condições impostas por Jair Bolsonaro (PSL), que incluíam revalidação do diploma e mudanças na forma de remuneração.

Para efeito de comparação, mais da metade dos cubanos ficava mais de dois anos e meio no Mais Médicos.
O entra e sai de médicos é mais expressivo em São Paulo e Mato Grosso, onde sete a cada dez participantes deixou o programa em até um ano e meio –em SP, 40% não ficaram nem 12 meses.

A maioria dos desistentes (58%) atuava em periferias de capitais e regiões metropolitanas e áreas consideradas de extrema pobreza. É justamente neste último grupo de municípios que estava fatia significativa dos cubanos (35%, contra 25% do Brasil).

Para evitar distorções, foram desconsiderados os profissionais que participaram da parceria do Mais Médicos com o Provab. O programa, extinto em 2016, dava bônus nos concursos de residência médica para aqueles que trabalhassem um ano na atenção básica. Também não foram contabilizados os brasileiros formados no exterior que não fizeram a prova de revalidação do diploma.

Segundo especialistas consultados, o perfil dos integrantes do Mais Médicos é de recém-formados, que querem trabalhar por um ou dois anos antes de começar a residência. Muitos deles se graduaram em instituições privadas e contrataram financiamentos para arcar com as mensalidades, em geral elevadas.

"Hoje temos uma legião de médicos que saem da faculdade com dívida muito alta. A preocupação deles é o pagamento da dívida, ou o abatimento. Então, depois de um ano e meio ganhando R$ 11 mil [valor aproximado da bolsa], eles vão embora", diz Mauro Ribeiro, presidente em exercício do Conselho Federal de Medicina (CFM).

Outra hipótese a ser considerada são as condições de trabalho oferecidas em áreas mais afastadas e periferias de grandes cidades, onde a estrutura das unidades de saúde muitas vezes é precária.

"As dificuldades do local, da qualidade de vida, as condições de trabalho inadequadas certamente podem ser fatores. É um mercado com pleno emprego. O médico suporta durante um tempo, mas depois a pessoa sai, vai fazer residência", diz Mário Scheffer, professor da USP e autor do estudo Demografia Médica 2018, que traçou o perfil dos profissionais da medicina.

A alta rotatividade de médicos é considerada prejudicial em programas de atenção básica e saúde da família, em que o acompanhamento dos pacientes por longos períodos é fator importante.

"Não é o ideal, mas considerando a dificuldade histórica de fixar médicos no interior, que não é só do Brasil, [o governo] tem que trabalhar com essa característica [da rotatividade], pensar em como se garante a reposição [das vagas] e fazer com que a assistência seja adequada", diz Scheffer.

O "entra e sai" de médicos é ainda pior em municípios afastados e distritos de saúde indígena. Na UBS da terra indígena Massacará, em Euclides da Cunha (BA), os índios kaimbé lamentam a saída dos cubanos. A UBS está sem médico e não há previsão de substituição.

Segundo o cacique Edicarlos de Jesus, 46, antes dos cubanos os médicos não paravam no posto, que atende 1.175 índios, em sete aldeias. "Os brasileiros passavam uma temporada e saíam. Chegava a trocar três vezes por ano. E nisso a gente ficava meses sem nenhum médico", afirma Edicarlos, que é lavrador.

O médico cubano estava havia três anos no posto. "Ele conhecia todo mundo, essa é a qualidade do cubano. O brasileiro, quando a comunidade menos esperava, ia embora", conta.

O agente de saúde e presidente do conselho local, Narciso Gonçalvez, afirma que os médicos brasileiros, além de ficarem pouco tempo no cargo, faziam vários trabalhos ao mesmo tempo.

"Eles estavam aqui dois dias por semana. Nos outros, faziam plantão em cidades vizinhas. Faltavam, chegavam atrasados, sempre tinha um imprevisto. Já os cubanos estavam aqui direto."

Segundo o secretário de saúde de Euclides da Cunha, o enfermeiro Claudio Lima, esses postos são sempre os últimos a serem preenchidos.

"Quando a gente contrata pelo município a rotatividade é enorme, às vezes saem em três meses", diz. Ele se preocupa com os novos médicos do programa. "Até agora se apresentaram 7, dos 16. É a primeira vez que vamos ter brasileiro com CRM aqui. Eu receio que eles não fiquem muito tempo", afirma.

Em situação parecida, a cidade de Juruá (AM), a 24 horas de barco de Manaus, tinha até esta quinta-feira (29) três vagas abertas no programa –e nenhum médico interessado em ocupá-las.

Outros 26 municípios ainda não tinham perspectiva de preencher todas as vagas após uma semana das inscrições do novo edital do Mais Médicos, aberto na semana passada para preencher os postos vagos após a saída dos cubanos. "Todo médico que vem aqui só quer ficar por 15 dias ou com salários mais altos", relata a secretária de saúde de Juruá, Nádia Teixeira.

Levantamento feito pela Folha com base em lista do Ministério da Saúde mostra que, até às 18h desta quinta (29), todas as 151 vagas ainda disponíveis estavam em municípios de maior vulnerabilidade socioeconômica ou distritos sanitários indígenas.

A dificuldade no preenchimento desses postos, no entanto, contrasta com a alta adesão registrada. Das 8.517 vagas ofertadas, 8.366 já foram ocupadas, segundo o Ministério da Saúde.

Balanço do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, porém, aponta que essa adesão pode ter deixado ao menos outras 2.844 vagas abertas nas unidades de saúde. O número corresponde aos médicos que já atuavam no Programa Saúde da Família antes de se inscreverem para o Mais Médicos.

Outra preocupação dos secretários está nos relatos que vem sendo recebidos sobre possíveis desistências de inscritos. "Há uma falsa ideia de que a intenção manifesta nas vagas supostamente preenchidas vai se transformar imediatamente em médico presente em todos os lugares e que eles lá permanecerão. Quem acha isso tem total desconhecimento da realidade", diz Scheffer, da USP.

Segundo a professora da UnB (Universidade de Brasília) Leonor Pacheco, para mudar essa realidade é preciso investir nos programas de formação em saúde da família. Segundo ela, mais universidades têm focado a atenção básica, mas ainda é preciso melhorar. "As pessoas não podem achar que só é bacana ser cirurgião plástico. É bacana ser médico da família, é bacana estar na comunidade."

Em nota, o Ministério da Saúde diz que "está adotando todas as medidas para garantir a assistência dos brasileiros atendidos pelas equipes da Saúde da Família que contam com profissionais de Cuba".

Segundo a pasta, vagas não preenchidas devem ser direcionadas a um segundo edital, previsto para ser lançado após 14 de dezembro.

Sobre a alta rotatividade de profissionais, disse que são lançados editais periódicos para cobrir desistências e que é oferecida "remuneração diferenciada" aos participantes.

Fonte: Correio do Estado

 

 

De 151 vagas, 68 ficavam em áreas com até 20% da população em extrema pobreza e 83 em Dseis

NATÁLIA CANCIAN - BRASÍLIA, DF - Desde a saída dos médicos cubanos do Mais Médicos, o município de Juruá, no interior do Amazonas, vive um cenário de alerta na saúde.

"Ficou o caos. Estamos mantendo o auxílio com base em enfermeiros e no único médico que temos, mas que também atende urgência e emergência e não pode ficar em tempo integral", diz a secretária de saúde do município, Nádia Teixeira.

Localizado a 24 horas de distância da capital do estado, Manaus, e com acesso apenas por barco e lancha, a cidade de até 14 mil habitantes tinha até esta quinta-feira (29) três vagas abertas no programa -e nenhum médico interessado em ocupá-las.

"Quando vi o edital, já sabia que sairíamos prejudicados. Todo médico que vem aqui só quer ficar por 15 dias ou com salários mais altos", relata.

Além de Juruá, outros 26 municípios ainda não tinham perspectiva de preencher todas as vagas após uma semana das inscrições.

Em comum, são municípios de mais difícil acesso e com maior nível de pobreza -fatores que acabaram deixando para que ficassem em último na escolha de profissionais.

Levantamento feito pela Folha de S.Paulo com base em lista do Ministério da Saúde mostra que, até às 18h desta quinta, todas as 151 vagas ainda disponíveis estavam em municípios de perfis 7 e 8 -considerados no edital como áreas de maior vulnerabilidade.

Deste total, 68 vagas estavam em municípios onde 20% da população ou mais apresenta situação de extrema pobreza, com renda inferior a R$ 89 mensais.

Já outras 83 ficavam em áreas de Dseis (distritos sanitários indígenas), que até então tinham a maioria dos postos ocupados por médicos cubanos.

Excluídos, dois municípios não tinham recebido nenhum médico interessado em ocupar as vagas: caso de Juruá e Jutaí, ambos no Amazonas.

Uma preocupação que se agrava com dados de balanço do Ministério da Saúde.

Apesar da corrida inicial por inscrições, desde segunda-feira (26), o percentual de vagas ocupadas no edital do Mais Médicos tem tido pouca variação -de 97% a 98%, o que mostra maior resistência em ocupar vagas nestes locais.

Para representantes das duas prefeituras ouvidas pela Folha, a distância em relação à capital e cidades maiores é o principal impeditivo para escolha das vagas.

"Desde que abriram as vagas, ao menos três médicos já entraram em contato comigo pedindo como era a distância", relata Kárita Mendes, secretária de saúde em Jutaí, cidade cujo tempo de deslocamento até Manaus varia de um a quatro dias.

Outro pedido tem sido por aumento: segundo Mendes, os mesmos três profissionais pediram por um pagamento maior -de R$ 11,8 mil, a proposta é que o valor subisse para R$ 20 mil a R$ 30 mil. "Mas não temos como pagar isso", diz.

Segundo Mendes, nos últimos anos, cubanos foram alguns dos poucos que aceitaram se fixar por mais tempo no local.

Sem outros médicos na atenção básica após a saída dos estrangeiros, unidades de saúde quase fecharam as portas.

A solução, diz Mendes, foi montar um sistema de "rodízio" com outros municípios até o fim do edital. Até esta quinta, porém, nenhuma das seis vagas havia sido preenchida.

MIGRAÇÃO

A dificuldade no preenchimento destas vagas, no entanto, contrasta com a alta adesão registrada no edital do programa.

Das 8.517 vagas ofertadas, 8.366 já foram ocupadas, segundo o ministério.

Balanço do Conasems, porém, aponta que essa adesão pode ter deixado ao menos outras 2.844 vagas abertas nas unidades de saúde.

O número corresponde ao total de médicos que já atuavam no Programa Saúde da Família antes de se inscreverem para atuarem no Mais Médicos.

Outra preocupação dos secretários está nos relatos que vem sendo recebidos sobre possíveis desistências de inscritos, informa Mauro Junqueira, presidente do conselho.

Em nota, o Ministério da Saúde diz que "está adotando todas as medidas para garantir a assistência dos brasileiros atendidos pelas equipes da Saúde da Família que contam com profissionais de Cuba".Segundo a pasta, vagas não preenchidas devem ser direcionadas a um segundo edital, previsto para ser lançado após 14 de dezembro, prazo final para que médicos inscritos se apresentem aos municípios.

Outra alternativa em discussão, informa, é a possibilidade de remanejamento dos médicos em atividade no Mais Médicos para outras localidades, como já ocorreu para atender a população em Roraima" durante o surto de sarampo."Outra iniciativa estudada é ampliar a participação de brasileiros com os alunos formados através do Fies (Programa de Financiamento Estudantil)", informa a pasta.

Para o ministério, o edital do Mais Médicos "tem mostrado que os profissionais brasileiros têm escolhido os municípios mais vulneráveis do país", uma vez que "apenas 17,3% escolheram vagas em capitais".

A pasta, porém, desconsidera que esse percentual corresponde o total de vagas ofertadas nestes locais -as primeiras a serem escolhidas no sistema. Com informações da Folhapress.

Fonte: Noticias ao Minuto

 

Estado vai perder 115 profissionais do programa Mais Médicos

Médicos cubanos, que participam do programa Mais Médicos, deixarão Mato Grosso do Sul no dia 27 de novembro. A informação é da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Com isso, pelo menos, 115 postos de trabalho ficarão em aberto no Estado. Este é o número de vagas disponibilizadas no primeiro edital, divulgado pelo Ministério da Saúde, para repor os profissionais de Cuba, após o país cancelar acordo de cooperação com o Brasil.

O edital foi publicado na terça-feira (20). Nele, são ofertadas 8.517 vagas, disponibilizadas para 2.824 municípios e 34 Distritos Sanitários Indígenas.

Em Mato Grosso do Sul, são 104 vagas para municípios e 11 para o Distrito Sanitário Indígena.
Neste primeiro edital, podem se inscrever médicos brasileiros e estrangeiros, que tenham registro no Conselho de Medicina do Brasil. As inscrições foram abertas às 8h de ontem e vão até as 23h59min de 25 de novembro. Há um sistema em que o médico deve acessar e fazer um cadastro. No ato de inscrição, o profissional escolhe o município disponível para a atuação.

Fonte: Correio do Estado

 

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