Saúde (75)

Município se comprometeu a licenciar ambientalmente o aterro no Jardim Noroeste, onde são destinados resíduos de construção civil.

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MP-MS) pediu na Justiça a cobrança de R$ 2.238,828,35 da prefeitura de Campo Grande por não cumprir a liminar do juiz da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos David de Oliveira Filho, que determinou adequações e regularizações no aterro de resíduos de construção civil no Jardim Noroeste.

A assessoria da prefeitura informou que não foi notificada da intimação da 34ª Promotoria sobre o aterro.

No entanto, conforme a movimentação processual, o prazo para o município se manifestar terminou na última segunda-feira (5).

Na sentença de setembro de 2011, o juiz determinou o imediato cumprimento das obrigações assumidas em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) pelo município, por causa do inquérito civil nº 39/2008. Um dos compromissos foi o licenciamento ambiental do aterro.

De acordo com a liminar, o município teria de fazer as adequações em 60 dias sob pena de multa diária de R$ 1 mil. O Tribunal de Justiça (TJ-MS) manteve a decisão do recurso interposto pelo promotor de Justiça Alexandre Lima Raslan, autor do inquérito, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) .

O pedido da 34ª Promotoria de Justiça levou em consideração a multa foi incidida sobre o município de 29 de setembro de 2011, quando venceu o prazo para o cumprimento das obrigações, até o dia 12 de dezembro de 2016, quando além de não cumprir com as obrigações assumidas, ainda manteve em operação o aterro, insistindo no descumprimento da ordem judicial, que atingiu o valor milionário.

Fonte: G1

Fazenda localizada nas margens da BR-267

Um macaco foi encontrado morto na tarde deste sábado (20) em uma fazenda localizada nas margens da BR-267 em Rio Brilhante, cidade a 160 quilômetros de Campo Grande.

A maior parte da fazenda fica localizada no perímetro de Maracaju, cidade a 158 quilômetros da Capital. Segundo o site Maracaju Speed, o fato gera preocupação aos moradores da fazenda e vizinhos da região.

A preocupação se dá por causa do número de mortes por febre amarela em estados que fazem divisa com o Mato Grosso do Sul, como São Paulo e Minas Gerais. Entenda como a doença é transmitida.

Moradores da fazenda ligaram para o Corpo de Bombeiros e relataram que encontraram o animal próximo a uma vegetação de mata nativa e se espantaram, pelo fato de não ser típico encontrar o animal fora da área de mata densa, em óbito.

Os militares dos bombeiros orientaram que os moradores preservassem o animal no local, e acionaram a Secretaria de Saúde Municipal de Maracaju e a Vigilância Sanitária sobre o fato.

As autoridades da área da saúde informaram o Corpo de Bombeiros que se deslocariam à fazenda que fica nas proximidades do Rio Brilhante, para recolher o corpo do animal e enviá-lo para análises de especialista em infectologia, para se saber se o macaco foi infectado pela febre amarela.

Fonte: Midiamax

Prefeitura de Santo André divulgou nota na qual afirma que a segunda maior cidade de MS é área de risco para doença

A Prefeitura de Santo André, no ABC Paulista, informou que um homem de 56 anos morto no domingo (14) com suspeita de febre amarela pode ter contraído a doença em Dourados, onde passou o período entre o final de 2017 e início deste ano. Em nota, a administração pública daquele município aponta que a segunda maior cidade sul-mato-grossense é considerada área de risco da doença.

Esse caso foi revelado na tarde desta quarta-feira (17) pelo portal G1. "A família acredita que ele possa ter contraído doença em uma visita a Dourados (MS) onde passou as festas de fim de ano. A Prefeitura de Santo André diz que a causa da morte foi informada como infarto agudo no miocárdio e que o paciente apresentava sintomas condizentes com os da febre amarela. Foram colhidas amostras de sangue para fazer exames", detalha a publicação.

Em nota enviada ao G1, a Prefeitura de Santo André descartou que possa ter havido contágio por febre amarela naquele município. "Santo André não teve nenhum caso autóctone de febre amarela registrado neste ano e nem no ano passado. A cidade não é considerada área de risco e não passa por surto da doença. É importante ressaltar que a vacina, neste momento, ainda é recomendada para pessoas que viajarão para áreas de risco", pontuou.
VIAGEM A DOURADOS

"Sobre o caso questionado, o Departamento de Vigilância à Saúde de Santo André recebeu nesta terça-feira (16), após contato telefônico com o Hospital Bartira, notificação a respeito do paciente E.J.O.S., de 56 anos, que esteve na cidade de Dourados (que é área de risco), no Mato Grosso do Sul, no período de 23 de dezembro a 6 de janeiro deste ano. O paciente foi admitido no dia 14 de janeiro no hospital, vindo a óbito no mesmo dia. Em contato com o Serviço de Verificação de Óbito (SVO), foi constatada como causa morte Infarto Agudo do Miocárdio e Ruptura de Parede do Miocárdio. Foi realizada coleta de sorologia para febre amarela pelo próprio Hospital", consta na nota.

Segundo a Prefeitura de Santo André, "os sintomas apresentados eram condizentes com os sintomas de febre amarela, mas também podem ter ocorrido devido ao Infarto Agudo do Miocárdio. Não houve outra coleta de sorologia para febre amarela além da citada acima, pois as coletas de doenças de notificação compulsória são encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz pelo Departamento de Vigilância à Saúde e não houve outro envio além da coleta citada".

SEM ALARDE

Também nesta quarta-feira, a Secretaria Municipal de Saúde de Dourados divulgou matéria para tranquilizar a população. Em menção a Edvan Marcelo Moraes Marques, enfermeiro do setor de Imunização, foi informado que "em Mato Grosso do Sul e consequentemente em Dourados não foram registrados casos da doença nos anos anteriores, 2016 e 2017, e nem neste ano, seja em humanos ou casos silvestres (em animais)".

"Trabalho na saúde em Dourados há 17 anos e não lembro algum caso desta doença. Mas posso afirmar que nos anos mais recentes não tivemos casos", afirmou o enfermeiro, acrescentando que "todas as cidades de MS fazem parte de uma região endêmica e, por isso, sempre receberam atenção redobrada acerca da doença".

"Não deve haver alarde. Apenas atenção com a vacinação caso não tenha sido efetuada ainda. Como estamos em um setor de risco, o Ministério da Saúde disponibiliza a vacina com estoque suficiente e é histórico em nossa região que as pessoas sejam imunizadas", pontuou Marques.

Fonte: 94 Fm Dourados

A orientação é de todos principalmente quem pretende viajar para estados com casos da doença se imunizarem

A SES (Secretaria Estadual de Saúde) disponibilizou 80 mil doses da vacina contra febre amarela em Mato Grosso do Sul. A orientação é que todos e principalmente quem pretende viajar para estados com casos da doença, como por exemplo, São Paulo tomem a dose.

Conforme divulgado pelo Governo do Estado, nenhum caso de febre amarela foi confirmado em Mato Grosso do Sul e conforme a gerente técnica de doenças endêmicas, Livia de Mello Almeida Maziero “as doses são suficientes, pois boa parte da população já foi imunizada e todos os municípios que solicitaram foram abastecidos”.

Para estar imunizado durante toda vida basta receber uma dose da vacina. A imunização é recomendada para maiores de 9 meses e menores de 60 anos.

A doença é transmitida por um mosquito, que pica pessoas e macacos. Os sintomas da doença são febre, dor de cabeça, náusea, icterícia (amarelamento da pele), dores no corpo, calafrio, perda de apetite, olhos amarelados e sangramento.

No ano passado, seis macacos foram encontrados mortos em Mato Grosso do Sul, mas os resultados foram negativos para a doença. Os primatas foram encontrados em Corumbá (2), Dourados (1), Ladário (1) e Campo Grande (2).

O último caso registrado de febre amarela em humanos em Mato Grosso do Sul foi em 2015. Mas, era de um viajante que contraiu a doença em outro Estado.

Vizinho - Nesta terça-feira (16), a OMS (Organização Mundial da Saúde) passou a considerar todo o estado de São Paulo como área de risco de febre amarela. Foram confirmadas 21 mortes pela doença no Estado que faz divisa com MS desde janeiro de 2017. (Com assessoria)

Fonte: Campo Grande News

Localizado no Bairro Moreninhas, unidade foi desativada em 2016

Com o centro cirúrgico interditado pela Vigilância Sanitária desde 1º de dezembro de 2016, o antigo Hospital da Mulher, localizado no Bairro Moreninhas, deve ser reformado e passar a funcionar como espaço para partos e consultas. Abandonado, o local tem servido como abrigo para moradores de rua e usuários de drogas.

De acordo com o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, quando for reativado, o prédio será um hospital-dia, para atender às demandas ambulatoriais. Serão necessários R$ 470 mil para a obra.

“Ele vai ser reativado conforme o programa que está estabelecido da rede mulher e da cirurgia ambulatória do Ministério da Saúde. Vai ser hospital-dia para cirurgia ambulatorial e vai ser casa de parto”, destacou Marcelo. Cirurgias ambulatoriais são aquelas realizadas em que há alta no mesmo dia.

A unidade fechou totalmente em dezembro de 2016 e deixou de fazer coleta de preventivo e demais exames ambulatoriais. A previsão da Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) era começar a reforma no prédio ainda em 2017, mas, na sexta-feira, 29 de dezembro, a reportagem esteve no local e constatou que nada foi realizado.

Fonte: Correio do Estado

O caso aconteceu ontem, por volta das 16h, na UPA Coronel Antonino

Paciente que aguardou durante 20 minutos por avaliação médica na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Coronel Antonino, destruiu materiais da sala de observação, além de medicamentos e insumos. O caso aconteceu ontem, por volta das 16h.

A mulher deu entrada às 15h40, acompanhada da filha, passou pela classificação de risco e acolhimento da enfermagem e foi encaminhada para o setor verde, onde permaneceu em observação.

Em nota a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), informou que a paciente foi orientada a aguardar a avaliação do médico, mas pouco tempo depois desceu da maca “descontrolada e passou a agredir verbalmente a equipe com palavras de baixo calão” e provocou a destruição da sala, colocando em risco a integridade dos servidores e de outros pacientes que estavam no local.

Na nota de repúdio da Sesau, publicada no Facebook, o órgão afirma “lamentar e repudiar o episódio”. A mulher, após provocar toda a situação na unidade, foi embora. A secretaria informou ter registrado boletim de ocorrência na Polícia Civil, comunicando o fato para que as medidas cabíveis sejam tomadas.

“Diariamente, atendemos mais de 4 mil pessoas somente nas 10 unidades de urgência e lamentamos que fatos como este ainda ocorram e sejam recorrentes. Os usuários têm direito, mas também têm deveres. Esse tipo de conduta é inadmissível e nós a repudiamos e reiteramos que os servidores terão todo o respaldo da secretaria, considerando que todos os protocolos foram seguidos e em nenhum momento o atendimento foi negligenciado”, finalizou a nota.

Fonte: Correio do Estado

O presidente Michel Temer deverá ter alta hospitalar na manhã desta sexta-feira, dia 15 de dezembro, informou o médico Roberto Kalil Filho, que coordena os cuidados ao presidente no Hospital Sírio-Libanês. Internado desde ontem, Temer permanecerá com uma sonda por aproximadamente três semanas e, por “ponderação” médica, não deverá viajar à Ásia no início do ano.

“A orientação foi porque ele vai ficar três semanas com a sonda, provavelmente. Uma viagem longa e com sonda, então, para ser criterioso, e conversando com o presidente, a opção foi adiar um pouquinho a viagem”, disse o médico. “Foi uma ponderação médica. Ele poderia viajar, mas é uma coerência, uma ponderação”, acrescentou.

Kalil ressaltou que, a partir de amanhã, o presidente já estará apto a retornar a Brasília e seguir sua agenda de trabalho normalmente. O médico disse que Temer é uma pessoa saudável , apesar das intercorrências que enfrentou nos últimos três meses - na próstata, no coração e na uretra. “O presidente é uma pessoa extremamente saudável, são intercorrências que ocorrem com qualquer um de nós.”

Em outubro, quando apresentou quadro de retenção urinária, o presidente fez uma pequena cirurgia para desobstrução do canal uretral e, posteriormente, uma raspagem na próstata. No fim de novembro, passou por um procedimento de cateterismo, que detectou três artérias com obstrução no coração. Ele foi submetido a uma angioplastia e à colocação de stents para impedir a obstrução total das artérias. Ontem, Temer foi submetido a nova intervenção na uretra para tratar o estreitamento do canal.

Segundo a equipe médica que trata o presidente, exames nas amostras colhidas na região da próstata descartaram a presença de tumores.

O texto foi corrigido às 20h42: o presidente Temer deverá uma sonda por cerca de três semanas, e não por 15 dias. como tinha sido publicado

Fonte: Agencia Brasil

Titular da SES está oficialmente de férias

O primeiro escalão do governo de Reinaldo Azambuja (PSDB) pode ter novas mudanças ainda em 2017. Oficialmente de férias, o titular da SES (Secretaria de Estado de Saúde), Nelson Tavares (PSDB), deve deixar a pasta nos próximos dias.

Oficialmente, Tavares está de férias entre os dias 4 a 18 de dezembro, e deve retornar ao trabalho no próximo dia 19 de dezembro. Todavia, o secretário enfrenta um desgaste político à frente da secretaria.

Como o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) está de desde ontem, terça-feira (5), em Brasília (DF) e só deve retornar à Capital, segundo sua assessoria, amanhã, quinta-feira (7), o anúncio oficial da mudança só deve ocorrer no fim desta semana.

Um dos nomes cotados para assumir a pasta é ex-diretor presidente do HCAA (Hospital de Câncer Alfredo Abrão), Carlos Coimbra, que atualmente é o gerente administrativo no Humap (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian).

Recentemente, Tavares foi alvo do MPE-MS (Ministério Público Estadual), que abriu inquérito contra o secretário por eventual ‘ato de improbidade administrativa’. Conforme apuração do MP, o Governo do Estado deixou de repassar R$ 15,5 milhões à prefeitura de Campo Grande entre 2015 e 2016. O valor deveria ser usado no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor de várias doenças, entre elas a dengue.

O governo se pronunciou sobre o caso, e explicou que SES investiu cerca de R$ 20 milhões oriundos do Estado no combate ao vetor da dengue, zika e chikungunya no ano de 2016, e que não cometeu irregularidades na aplicação dos recursos.

Fonte: Midiamax

Pelo menos 904 mil pessoas esperam por uma cirurgia eletiva - não urgente - no Sistema Único de Saúde (SUS). Parte desses pacientes aguarda o procedimento há mais de 10 anos. Isso é o que mostra levantamento inédito feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) com dados das secretarias da Saúde dos Estados e das capitais brasileiras obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação. A demora para realizar procedimentos, afirmam especialistas, pode agravar o quadro dos pacientes.

Segundo a entidade, o número de demandas represadas é provavelmente mais alto, já que somente 16 Estados e 10 capitais responderam. Há ainda a fila por procedimentos nos serviços de saúde federais.

O levantamento revela também que a quantidade de pessoas que aguardam cirurgia no sistema público é maior do que o medido pelo Ministério da Saúde. Em julho deste ano, a pasta divulgou a primeira lista única desse tipo de procedimento - antes disso, os números eram registrados só pelos Estados e municípios e nunca haviam sido centralizados.

Na ocasião, a pasta informou que a fila era de 804 mil solicitações no País. Na última semana, novo balanço apresentado pelo ministério apontou que, após avaliação feita pela ouvidoria, o número caiu para 667 mil pedidos porque havia duplicidade de cadastros na primeira lista.

"Tanto o número do ministério quanto o levantado pelo CFM são subestimados porque parte dos Estados não respondeu ou não tem os dados organizados. Há ainda aquelas pessoas que precisam da cirurgia, mas nem sequer têm acesso ao especialista que dá o encaminhamento", destaca o presidente em exercício do CFM, Mauro Luiz de Britto Ribeiro.

O próprio ministro da Saúde, Ricardo Barros, admitiu ao jornal O Estado de S. Paulo haver falhas de informação nas listas passadas pelos governos locais à pasta. "Quando os Estados começaram a fazer mutirões, constatamos que a maioria das pessoas que passaram pelas cirurgias não constavam da lista inicial passada pelo Estado. Isso demonstra que nossa fila não era exata", diz ele, referindo-se aos mutirões realizados pelos Estados com verba extra federal repassada após a criação da fila única, em julho.

Complicações

A demora na realização de cirurgias pode levar ao agravamento do quadro de saúde do paciente, piorando o prognóstico e aumentando os custos para o próprio sistema. Quem não faz a cirurgia eletiva, diz Britto Ribeiro, "vai acabar caindo um dia no sistema de urgência e emergência ou operado num quadro muito pior do que no início da doença."

É o caso da comerciária Ana Célia Gonçalves, de 52 anos, que aguarda cirurgia renal desde 2012. Quando seu nome foi incluído na lista, ela tinha quadro leve de cálculo renal. Neste ano, descobriu que o rim direito perdeu totalmente a funcionalidade com o agravamento da doença. Agora, a cirurgia será de retirada completa do rim.

"O exame deste ano mostrou que o órgão está com 13% da capacidade, o que, para os médicos, já é considerado perdido. O rim esquerdo também está em risco, tenho medo de perdê-lo também", afirma. "Mas, quando reclamo, só ouço que tenho de ter paciência e aguardar na fila", conta Ana Célia, que se trata no Hospital Universitário Walter Cantídio, em Fortaleza.

Ela diz sofrer de dores agudas e segue dieta restrita para o problema não piorar ainda mais. "Tenho medo de perder o outro rim e precisar, então, de diálise e entrar na fila de transplante." Procurado pela reportagem, o hospital não se manifestou.

Longa espera

Ao menos 750 pedidos de cirurgias no País estão na fila há mais de 10 anos. No Estado de São Paulo, há casos em que o paciente aguarda desde 2005, recorde entre os Estados que responderam ao CFM. Na rede paulista, 143 mil esperam por cirurgia eletiva.

À reportagem, a secretaria paulista disse que a demanda reprimida por cirurgias eletivas é uma realidade nacional, causada sobretudo pela defasagem na tabela de valores de procedimentos hospitalares do ministério, "congelada há anos e que não cobre os reais valores dos atendimentos". Disse também que o número anual de procedimentos feitos sob gestão do Estado subiu 21% nos últimos sete anos, de 179,2 mil para 217,1 mil. Segundo o órgão, também são feitos mutirões de cirurgias.

Entre os procedimentos com o maior número de demandas represadas no Brasil estão as cirurgias de catarata (113.185), correção de hérnia (95.752), retirada da vesícula (90.275), varizes (77.854) e de amídalas ou adenoide (37.776). Só estes cinco tipos concentram quase metade de todos os pedidos na fila.

Verba repassada

O Ministério da Saúde diz investir na informatização das unidades de saúde para ter noção exata da demanda por cirurgias eletivas no Brasil. Além disso, segundo a pasta, recursos têm sido repassados aos Estados para ajudar a resolver o problema.

"O nosso objetivo é estabelecer a fila única e informar no aplicativo e-saude a posição de cada paciente na lista de espera. Esperamos que isso esteja disponível até o fim de 2018, mas reconheço que há uma dificuldade nas informações", declarou o ministro Ricardo Barros.

Após a criação da fila única em julho, segundo Barros, o ministério liberou R$ 250 milhões extras aos Estados para investimento nas cirurgias eletivas. Até agora, R$ 100 milhões já foram faturados. A maior parte do repasse está sendo usada em mutirões de procedimentos.

O total de cirurgias eletivas feitas no País, diz a pasta, cresceu 39% - de 109,7 mil em janeiro para 152,6 mil em setembro.

Desequilíbrios

Os mutirões de cirurgias podem ajudar a aliviar as filas, mas não são a solução definitiva, alertam especialistas. Para Walter Cintra Ferreira, coordenador do Curso de Especialização em Administração Hospitalar e de Sistemas de Saúde da Fundação Getulio Vargas (FGV), os governos federal, estadual e municipal precisam investir na ampliação dos serviços de saúde, na melhor distribuição dos especialistas e na informatização da rede.

"Temos um sistema subdimensionado para a demanda que tem. Para piorar, os profissionais não estão distribuídos de forma equitativa pelo País. Há uma concentração muito grande de especialistas nos grandes centros, principalmente no Sul e no Sudeste", avalia. "Os mutirões são plenamente válidos, mas é uma medida para mitigar uma situação de crise. A solução verdadeira está em investir em maior qualidade dos serviços públicos", acrescenta.

Outro desafio é saber o tamanho real da fila. "Uma das coisas que falta ao SUS é integrar informações. Se tivéssemos todos os sistemas integrados, teríamos ideia melhor da demanda e das prioridades", diz Ferreira.

De acordo com o CFM, uma fila maior na pesquisa não significa, necessariamente, ser pior no atendimento, mas, sim, que a regulação está melhor sistematizada. Alguns Estados que não responderam, por exemplo, justificaram não ter controle da demanda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: A critica

Menino chegou na unidade com quadro de mal estar, febre e vômito

A Secretaria Municipal de Saúde Pública investiga a morte de uma criança de três anos em Campo Grande. O menino morreu cerca de uma hora depois de dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Universitário, neste sábado (2).

Conforme a Sesau, o menino deu entrada na unidade por volta das 17h de ontem, com quadro de mal estar, letargia, febre e vômito. Imediatamente foi atendido pelo pediatra de plantão, que percebendo a gravidade do caso, o encaminhou para o setor de urgência.

Os atendentes teriam feito todos os procedimentos médicos, mas o quadro da criança se agravou e ela acabou morrendo. Há suspeitas de que o garoto estivesse com meningite, mas autoridades não confirmam a hipótese. "Todas as medidas necessárias foram tomadas durante o atendimento da criança, e agora será investigada a causa da morte", informou a Sesau.

O óbito do menino foi registrado por voltas das 18h. O corpo foi encaminhado para o Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol).

Fonte: Correio do Estado

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