Com 4,1 mil casos este ano, MS tem surto de conjuntivite em 31 cidades

07 Março 2018
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Existem dois tipos da doença, a viral e a bacteriana, sendo a viral a mais comum. (Foto: Agência Brasil)

Nas primeiras oito semanas do ano, 53 municípios notificaram casos de conjuntivite, o equivalente a 67% de cidades do Estado. Destes, 31 estão em situação de surto e 22 em alerta

Nas primeiras oito semanas do ano, 53 municípios notificaram casos de conjuntivite, o equivalente a 67% de cidades do Estado. Destes, 31 estão em situação de surto e 22 em alerta.

As informações são do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação) e Vigilância Epidemiológica da SES (Secretaria de Estado de Saúde). Ao todo, Estado chega a ter registro de 4,1 mil casos da doença.

Os casos comparados abrangem todo o ano de 2017 e as primeiras semanas de 2018. Os municípios que tiveram aumento foram classificadas com surto. As cidades que permaneceram com o mesmo índice estão apenas em alerta. A cidade de Alcinópolis, a 387 km de Campo Grande, por exemplo, já registrou sete casos em 2018, contra 26 casos durante todo o ano de 2017. Apesar da quantidade, a cidade está em alerta, porque a média casos por mês neste ano é 0,88, contra 0,50 no ano passado.

A SES esclarece que surto é avaliado a partir de dois casos no mesmo local, caso haja cinco notificações, a epidemia é confirmada. A secretaria definiu 31 cidades com surto da doença, a partir das casos, porque não há informações sobre o vínculos desses pacientes, ou seja, se os infectados estão no mesmo local.

Em Campo Grande, ainda conforme a SES, 1.140 foram diagnosticadas com a deoança, nas primeiras oito semanas do ano. A quantidade deixa a Capital em alerta. Nos 12 meses de 2017, 7.470 casos foram registrados.

Bactéria - A secretaria estadual de saúde através da vigilância acompanha a situação dos agravos de notificação, dentre eles, a conjuntivite, que apresenta risco de infecção por Haemophilus influenzae sorotipo aegyptius, agente causador da Febre Purpúrica Brasileira.

A aegyptius não é diagnosticada em Mato Grosso do Sul há 20 anos. Ainda assim, o monitoramento do sorotipo é feito a partir da analise de secreção dos olhos, recolhida pelos médicos a cada 10 atendimentos. A Febre Purpúrica pode levar a morte, principalmente em crianças.

Surto em Corumbá - Com números relativamente altos, Corumbá chega aos 1200 casos somente em 2018. No ano passado, as notificações chegaram apenas a 162. Média de casos por mês para este ano é de 150,00 contra 3,12 no ano passado inteiro.

Tipos - Existem dois tipos da doença, a viral e a bacteriana, sendo a viral a mais comum. As duas são transmitidas pelo contato: a pessoa infectada coça o olho e encosta em maçanetas, telefones ou qualquer objeto de uso compartilhado. Outra pessoa que encostar na superfície contaminada e levar a mão aos olhos estará sujeita a se contaminar.

A SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio da Superintendência de Vigilância em Saúde, alerta a população de Mato Grosso do Sul sobre a conduta e procedimentos que deverão ser adotados para evitar a disseminação da conjuntivite no Estado. Conforme a Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica, a conjuntivite é uma doença frequente, com acometimento universal, de notificação compulsória no Estado, devido às suas características e seu potencial de disseminação.

Entre os sintomas dos dois tipos da doença estão: febre, dor de garganta, dores pelo corpo, olhos avermelhados, secreção amarela no canto dos olhos ou nas margens das pálpebras (bacteriana), prurido, sensação de desconforto, Inchaço do olho ou pálpebra, lacrimejamento com a presença de secreção, sensibilidade à luz (fotofobia) e visão borrada.

As conjuntivites bacterianas apresentam produção de secreção purulenta em abundância e a manifestação da doença pode durar de três a cinco dias. Já as conjuntivites virais apresentam secreção esbranquiçada em pouca quantidade e geralmente regridem em aproximadamente 15 dias.

A transmissão da doença se dá a partir do contato direto com pessoas infectadas, ou pelo contato indireto, por meio do uso de objetos contaminados. A conjuntivite se dissemina com facilidade em ambientes coletivos como creches, escolas, asilos e fábricas.

Cuidados - A Vigilância em Saúde recomenda uma série de cuidados para evitar o contágio, entre eles:

  • Lavar as mãos e rosto frequentemente
    - Não coçar os olhos
    - Usar lenços, toalhas e fronhas dos travesseiros individuais
    - Não compartilhar objetos (canetas, produtos de beleza, lenços, etc), de pessoa portadora de conjuntivites
    - Não usar lentes de contato durante esse período
    - Evitar aglomerações
    - Evitar banhos de sol ou piscinas

Fonte: Campo Grande News

 

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Redação

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