Azambuja libera R$ 4 mi para construção de casas dos transferidos de favela

13 Setembro 2017
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Ocupação na Cidade Deus começou em janeiro de 2013 (Foto:Arquivo)

Mão de obra ficará a cargo da Prefeitura Municipal de Campo Grande

 

O governo do Estado, Reinaldo Azambuja, liberou R$ R$ 4.898.507,12 para que a prefeitura de Campo Grande compre material de construção para que 325 casas dos antigos moradores da favela Cidade de Deus sejam erguidas e finalizadas.

As famílias moram em barracos de madeira ou lona nos bairros Pedro Teruel/Dom Antônio Barbosa, Canguru, Bom Retiro e Vespasiano Martins desde o ano passado.
O extrato do convênio foi publicado hoje no Diário Oficial do Estado e visa "transferência de recursos financeiros (...) para aquisição de material de construção e equipamentos, para serem aplicados na conclusão de unidades habitacionais".

A parceria havia sido anunciada ainda em janeiro deste ano, mas apenas agora o recurso está sendo liberado.

Segundo a publicação, R$ 2.346.842,59 serão repassados este ano e em 2018, mais R$ 2.551.664,53 serão transferidos. A parte da administração municipal nesse convênio é operacionalizar a construção das casas, com compra do material e capacitação dos moradores a serem beneficiados para que eles mesmos realizem as obras.

O pastor Marcos Roberto Pereira, 40 anos, que mora em barraco no Pedro Teruel diz que as famílias já não sabem mais o que fazer e que a demora do Poder Público em efetivamente terminar a construção é muita.

"Eles dão os cursos e repetem os cursos. Todos já fizeram e nada das obras começarem", disse ao comentar que nenhuma data foi informada sobre retomada das obras.
Ele comenta ainda que não sabe se alguma estrutura que já foi erguida - ainda na gestão Alcides Bernal (PP) - terá que ser derrubada. "Disseram que ia vir engenheiro aqui para ver isso, mas nada até agora. A gente não sabe", reclama.

A assessoria de imprensa da Agência Municipal de Habitação (Emha) informou que apenas amanhã será possível dar qualquer posicionamento sobre a data em que as obras começarão.

ENTENDA
Em fevereiro do ano passado, a gestão Bernal retirou famílias da antiga favela e formou outras quatro, já que as casas prometidas e que chegaram a ser erguidas não foram finalizadas pela Morhar Organização Social.

As que ficaram prontas, foram entregues com vários problemas como paredes internas sem reboco, instalação elétrica inacabada, vigas entortando, goteiras por todos os lados quando chove, infiltrações nos banheiros e desnível de piso.

A Morhar chegou a receber R$ 2,7 milhões como parte do convênio de R$ 3,6 milhões firmado com a prefeitura, na gestão municipal anterior e acabou virando alvo de investigações do ministérios públicos Estadual (MPE) e Federal (MPF). A entidade "sumiu do mapa", mas as investigações se mantém.

Fonte: Correio do Estado

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Redação

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