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Hospital Cassems de Nova Andradina realiza primeiras cirurgias de quadril

05 Setembro 2017
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Hospital Cassems em Nova Andradina / Imagens: Jornal da Nova

Procedimentos foram realizados pela equipe de ortopedia, comandada por Omar Miguel, na quinta-feira passada (31), em dois pacientes

Pouco mais de 100 dias após o Hospital Cassems de Nova Andradina reinaugurar as novas instalações do Pronto Socorro, centro cirúrgico, e outros investimentos em infraestrutura e serviços, a instituição hospitalar realizou as duas primeiras cirurgias de quadril, consideradas de alta complexidade em ortopedia.

O procedimento cirúrgico foi realizado na última quinta-feira (31), pela equipe médica comandada pelo Dr. Omar Miguel, com a colaboração do anestesista João Luiz Rosembaun Filho, que veio de Naviraí especialmente para a cirurgia, além de enfermeiros e auxiliares.

A reportagem do Jornal da Nova conversou com os pacientes nesta segunda-feira (4), horas antes de receberem alta médica e irem para casa e também com o médico responsável pelo procedimento inédito no Cassems. O clima é de total satisfação com os resultados alcançados.

Paulo Sérgio Ribeiro de 42 anos, contou que praticava atletismo e começou a sentir dor há um ano e meio. Ele corria até 10 km todos os dias e resolveu parar com a atividade. Em consulta com Dr. Omar, descobriu que teve uma necrose asséptica na cabeça do fêmur que pode ter sido causada por um lesão mal curada ou por hereditariedade. No seu caso, o paciente não soube precisar o motivo.Paciente Paulo Sérgio Ribeiro e Dr. Omar Miguel – Foto: Jornal da Nova

A escolha da prótese de cerâmica polietileno se deu, especificamente, para que pudesse continuar a praticar esportes, já que este material tem menor risco de fraturas e suporta alguns impactos. O ortopedista explica que foi introduzida uma prótese femural no lado esquerdo. No lado direito, houve a necessidade de um procedimento cirúrgico menos agressivo, com uma descompressão.

Após cinco dias, ele já está indo embora para casa e caminhando. A fisioterapia deve ser iniciada amanhã. O prazo para a recuperação completa é de 45 dias.

“Hoje, o paciente já anda e está autorizado a deambular. Tem mais dor do lado não operado do que na prótese. O procedimento vai possibilitar que tenha uma vida quase normal, com algumas restrições. Só não estará melhor porque do lado direito, a médio ou longo prazo terá que se submeter a nova cirurgia para colocação de uma prótese igual a esta já implantada”, avalia o médico.

O especialista disse ainda que foram explicados os riscos inerentes ao procedimento, todas as intercorrências que poderiam acontecer e ele optou por operar no Cassems, porque verificou que reunia as condições adequadas para fazer tão procedimento. Ambos os pacientes foram submetidos a avaliação médica antes das cirurgias, com exames cardiológicos, anestésicos e de condições clínicas gerais.

Enfermeira Tatiane Negri, paciente Paulo Sérgio Ribeiro e Dr. Omar Miguel – Foto: Jornal da Nova

“Fui muito bem tratado pelas enfermeiras e recepção. O Dr. Omar é humano. Desde a primeira consulta me passou uma tranquilidade e confiança incríveis. Do momento que entrei nas portas do hospital e fiz a prótese não senti dor nenhuma. Sei que agora correr nunca mais, mas poderei andar de bicicleta e outras atividades mais leves. São poucas as restrições, vou levar uma vida tranquila”, disse otimista Paulo Sérgio com a pronta recuperação.

O segundo paciente que passou por cirurgia sofria com uma infecção crônica no fêmur e apresentava um quadro ainda mais grave. É Ilmar Valter Kasukat de 54 anos, irmão do ex-vereador, Irineu Frederico Kasukat, o Alemão.

O paciente ficou paraplégico devido a uma sequela ocasionada por arma de fogo na coluna desde criança. Há alguns anos sofreu uma queda no membro inferior esquerdo e uma osteomelite crônica, onde foram feitos múltiplos procedimentos anteriormente e a doença foi curada. No entanto, houve um recrudescimento desta osteomelite, que foi tratada por alguns meses com antibiótico, porém, sem sucesso.

Foi então, que Ilmar procurou o auxílio do Dr. Omar, onde foi diagnosticado que o fêmur proximal até o quadril estava completamente comprometido pela osteomelite e osteoporose. Segundo o médico, a melhor opção foi a realização de uma resseção ampla do fémur, sem a amputação. “Foi aberta a coxa e executada a ressecção de 1/3 do fêmur. Observamos também que dentro da coxa tinha um abscesso que dissecava toda a coxa até o joelho. Isso deixaria a condição clínica do paciente ruim. Logo no primeiro momento que o procedimento foi concluído, a condição do paciente no pós operatório melhorou bem e foi assim continuamente”, observou o especialista.

Dr. Omar Miguel, enfermeira Tatiane Negri, paciente Ilmar Valter Kasukat e seu irmão ex-vereador Alemão – Foto: Jornal da Nova

O cadeirante agradeceu Dr. Omar e ressaltou a confiança que tem no médico, que já tinha sido responsável por procedimento de osteomielite crônica nos calcanhares do paciente, quando ainda atendia no Hospital Regional.

Ele conta que nos últimos oito meses esteve acamado e não tinha ânimo para as atividades diárias em virtude da infecção. Durante os últimos 50 dias tomou antibióticos que não resolveram o problema.

“A gente tem a confiança nele. Fomos na casa dele em busca do seu atendimento e acabou dando certo. No segundo dia depois da cirurgia já amanheci muito mais disposto. Facilitou tudo, a reação do corpo ficou leve. Sem a infecção, estou muito melhor. Dr. Omar fez um trabalho excelente”, elogiou o paciente.

Gerente da Cassems em Nova Andradina, Eliezer Branquinho – Foto: Jornal da Nova

Para a direção do Cassems, a realização desses tipos de procedimentos ortopédicos significam um avanço muito importante para a cidade, não apenas pela comodidade dos pacientes como também pela segurança dos procedimentos. “A finalidade é proporcionar um atendimento mais humanizado, com um conforto maior para os pacientes, segurança e agilidade no atendimento. A estrutura que estamos oferecendo é mais moderna e acolhedora para todos os usuários. Além disso, é muito bom contar com profissionais de excelência como o Dr. Omar e tantos outros que fazem parte do nosso hall de especialidades”, assegura o gerente Eliezer Branquinho.

Alta Complexidade pelo SUS
São consideradas de alta complexidade as cirurgias com grande potencial de sangramento e elevado índice de complicações clínicas e também cirúrgicas.

Atualmente, procedimentos ortopédicos de alta complexidade, como cirurgias de quadril, por exemplo, precisam ser encaminhados para o Hospital da Vida, de Dourados ou a Santa Casa de Campo Grande, porque lá estão os centros de referência em ortopedia estipulados pelo Governo do Estado, que é gestor da alta complexidade na saúde pública.

Fonte: Jornal da Nova

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Redação

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