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Perdido por 4 dias em mata sobreviveu com 1 barra de chocolate

14 Julho 2017
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Professor foi encontrado após ficar 4 dias perdido no parque do Caparaó (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

O professor mineiro Antônio Teodoro Dutra Júnior, que foi encontrado nesta quinta-feira (13) após ficar quatro dias desaparecido no Parque Nacional do Caparaó, em Ibitirama, no Espírito Santo, contou que sobreviveu comendo uma barra de chocolate meio amargo que tinha na mochila. Ele passa bem, mas ainda vai passar por exames antes de voltar para casa.

Rosca, como é conhecido, fazia uma trilha até o Pico da Bandeira, em Dores do Rio Preto, mas, por motivos ainda desconhecidos, se perdeu no domingo (9). Ele foi encontrado após uma cadela farejadora guiar a equipe de bombeiros até o local. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele foi resgatado lúcido e bem.

No hospital, em entrevista à repóter Mônica Camolesi da TV Gazeta Sul, ele contou em poucas palavras o que passou. "De domingo até hoje, o que comi foi uma barra de chocolate meio amargo. Estava muito frio, principalmente quando caía a noite. A água estava muito fria", lembrou o professor.

Na entrevista ele também agradeceu aos militares que o encontraram e também às pessoas que fizeram orações. "Graças a Deus consegui sair de uma aventura inesperada, estou bem. Gostaria de agradecer ao pessoal do resgate, a todo mundo que torceu e orou por mim. Foi o que me tirou de lá, essa força. Foi o que impulsionou o meu querer, o meu querer andar, o meu querer sair dali", disse.

Resgate

Segundo o coronel Cardoso, do Corpo de Bombeiros, cerca de 40 homens participaram das buscas, entre bombeiros do Espírito Santo e Minas Gerais, brigadistas e voluntários. Foi a cadela farejadora Beck, do Corpo de Bombeiros, que indicou onde o professor estava.

“O guia da cadela, cabo Breno, estava de férias. Sabendo da ocorrência, se apresentou à Corporação, se colocou à disposição e teve papel fundamental. Foi a cadela que ele guiava que indicou a localização da vítima”, disse.

O coronel ainda contou que o momento do resgate foi de grande comoção, tanto das equipes, como do professor. Segundo ele, as condições físicas de Antônio contribuíram para que ele fosse encontrado em bom estado de saúde.

“Contou muito a favor de toda ocorrência o fato de ser um homem de porte, jovem. Não era a primeira vez que ele subia no parque, tinha condição física boa, tinha levado suprimento. Há relatos de que consumiu a última barrinha de chocolate ainda ontem. Tudo isso contribuiu para que fosse achado com vida”, disse.

Para Cardoso, Antônio pode ter vivido momentos de tensão enquanto esteve sozinho na mata. “Houve registro de temperatura abaixo de zero em algumas noites lá. A área é muito grande, navegar naquele ambiente é difícil, porque a vegetação é muito densa, fechada”, completou.

Desaparecimento

O professor estava na companhia de um amigo do grupo, que conseguiu sair do parque no domingo e avisou, na portaria, que Antônio continuava perdido. Os amigos disseram que ele é experiente e já tinha feito o trajeto outras vezes.

O amigo de Rosca, o comerciante de Guarapari Breno Alisson de Souza, que já fez esta trilha com o professor, acredita que ele tenha se perdido por causa da forte neblina que pairou na região neste fim de semana. “Foram condições adversas. Muito frio. Pelo Espírito Santo, (o trajeto) é muito traiçoeiro”, disse.

Antonio é de Manhuaçu, Minas Gerais. A família dele foi até o parque, na segunda-feira (10), para acompanhar as buscas. 

g1

 

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